segunda-feira, 6 de abril de 2026

MEUS CINCO RAIOS DE LUZ (a) Hélio Cervelin, abr./26

 










Autor: Hélio Cervelin


Hoje celebro cinco razões de alegria  

Cinco capítulos da minha história  

Cinco luzes que iluminam meu caminho

Caminho cheio de glória


**Isabella**, com seus sete anos  

É um encanto de amor que cresce  

 É brilho que já sabe aonde quer chegar

Ela dança, desenha e aparece


**Elyse**, com três aninhos,  

É riso que colore o dia,  

É infância viva correndo pela casa

Preenchendo o lar  de alegria


**Lana**, tão pequenina,  

Dezoito meses de ternura,  

É flor que desabrocha devagar

Com sua inocência mais pura

*Miguel**, meu menino moreno  

Quatro anos e cabelos encaracolados  

É vento leve, é travessura boa  

Que muito tem aprontado 


E **Pedro**, o primeiro a chegar,  

Hoje com vinte e quatro anos e muito esporte 

É o marco que inaugurou meu coração de avô  

A prova de que o amor pode ficar mais forte


Cinco netos bem saudáveis

De Deus ganhei cinco presentes 

Cinco motivos para agradecer à vida

E vê-los realizados e contentes


Que cada um siga seu caminho  

Com luz, coragem e alegria incontida

E que saibam, com certeza e convicção

 Que o meu amor por eles  não tem medida


E que os amarei para sempre,

E até o fim, e mesmo além da minha vida

Estarão para sempre em meu coração

E da vó Márcia, mesmo que em outra vida.




NOVOS TEMPOS Áurea Ávila Wolff (3 a Riachos l, 19 /11/ 2024)

Autora: Áurea Ávila Wolff


Num berço  da natureza

Simplicidade e magia

Encanto, pureza, névoa 

Entre lágrimas a vida se abria.


Sombras, sonhos,  esperança 

Olhos voltados pra frente

Trabalho,  lutas alegrias

A procura de gente


Tudo vem e vai ,sobe e desce

Numa corrida veloz

Chegou, já  passou, novas ondas

 Sorrisos e a dor atroz.


A procura do que foi

Que se perdeu  no caminho 

Voltas e voltas fazendo

Em busca do primeiro ninho


Tudo está  no lugar

O rio, a mata, a primavera

O velho  ipê amarelo

A estrada, o pasto  tudo como era. 


A minha geração  foi embora

Não  está  mais neste mundo

Nova juventude se move 

Criando  um abismo profundo


Da luz das lamparinas

Para a elétrica iluminação 

Do be-a-ba  passou rápido 

Para o celular  na mão 


Aquele aconchego antigo

Portas abertas, café,   pão  e chimia

Conversas, histórias contadas

A vida era bela e sorria


A natureza ainda está aqui 

Pedindo para viver

Pra não  usarem veneno

Que a façam empobrecer


Pobre geração do agora

Com os olhos fixos nas telas

Não  olham pro verde da mata 

E destroem  a natureza tão  bela. 


Daquela luz clara e distante

Quando tudo começou

Resta o amor ardente 

A aquecer o que sobrou. 


domingo, 1 de março de 2026

MENINA MULHER (para Gabrielle) Hélio Cervelin, 28 fev. 2026)

 










 Autor: Hélio Cervelin


Seus lindos olhos negros

Vivos, expressivos e brilhantes

Num rosto tão belo e pungente

Me encantam e me fazem sonhar

Do frescor da juventude

E sonhos a transbordar

 

Ela quer conquistar tudo, sonha alto na vida

Deseja  todo o sucesso, busca todas as saídas

Na profissão  tão nobre da cura da dor

Tratando as pessoas que sofrem

Com carinho, desvelo e amor

 

Ela é tão linda, igual à rosa mais bela

Seu charme e sua graça têm o  perfume do jardim

Seu coração busca o amor verdadeiro

Amar de verdade e se entregar por inteiro

 

E quando esse dia chegar

Não se esqueça de lembrar

De alguém que está à sua espera

E vai te amar até o fim...

 

 

 

 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Brasil: A Nação Entre Céu e Terra — Manifesto da Política Sagrada ) Hélio Cervelin, 21 fev. 2026)

 




 

 




Autor: Hélio Cervelin


Há países que se movem apenas por leis,

por cálculos, por interesses.

E há o Brasil —

que parece mover-se por algo maior,

como se uma mão invisível o conduzisse

entre as tempestades.

Desde o princípio e alvoradas, esta terra foi guardada.


Guardada por Deus, por anjos,

Por suas matas ancestrais que protegem os rios,

nas vozes do povo simples.

Guardada como quem protege uma chama

que um dia precisará iluminar o mundo.


Dom Bosco viu essa luz antes de ela nascer.

Viu o Planalto Central como um altar,

onde uma nova civilização se ergueria

não pela força, mas pela união.

E quando Brasília surgiu,

foi como se o céu tivesse descido para um pouco mais perto da terra.


Chico Xavier, com sua doçura eterna,

falou do Brasil como Coração do Mundo,

Pátria do Evangelho,

não por ser perfeito,

mas por ser escolhido

para ensinar a paz num planeta cansado de guerras.


E é nesse palco espiritual que a política brasileira se desenrola.

Aqui, governar não é apenas administrar —

é participar de um plano maior.

É ser instrumento, ponte, semente.

Líderes vêm e vão,

cada um trazendo sua parte do destino.


Uns acalmam, outros provocam,

uns dividem, outros reúnem —

mas todos, sem saber, acabam servindo ao mesmo propósito:

o de fazer o Brasil amadurecer para cumprir sua missão de paz.

para que o Brasil seja aquilo que nasceu para ser:

um país de reencontros,


A diplomacia brasileira,

quando estende a mão a outros povos,

não é apenas estratégia, é vocação:

BRICS, Unasul, Mercosul, acordos e diálogos —

tudo isso são caminhos

onde diferenças se abraçam

e feridas se fecham.


Porque o Brasil não foi criado para dominar,

mas para curar.

Não para impor,

mas para inspirar.

Não para erguer muros,

mas para abrir portas.


E enquanto o mundo se perde em conflitos,

o Brasil guarda em si

uma promessa antiga:

a de que um dia,

quando as nações precisarem de um exemplo de fraternidade,

será daqui — deste chão abençoado,

deste povo resiliente,

deste coração imenso —

que surgirá o sopro de paz

que o mundo tanto espera.


O Brasil é mais que país.

É oração.

É destino.

É ponte entre o humano e o divino.

Nossa história, entre política e espiritualidade,

segue sendo escrita  sob o olhar de Deus.


Nós te amamos, Brasil!

Brasil, pátria do Presente!


 


sábado, 31 de janeiro de 2026

DIFERENÇAS, Hélio Cervelin, (31 Jan 2026)

 



 






Autor: Hélio Cervelin


Eu sou do céu, do espaço, do universo aberto

Sou vento que não cabe em nenhum mapa

Estrela que insiste em ascender no incerto

Sonho que atravessa a madrugada e se escapa

.

Você é o oposto — exageradamente Terra,

Raízes firmes, pés que não vacilam,

Chão que sustenta, lógica que encerra

As tempestades que em mim ainda cintilam.

 

Eu sou o que voa, você é a que ancora.

Eu sou o que imagina, e você calcula.a equação

Enquanto eu me perco no que o infinito aflora,

Você traduz o mundo em linha, regra e fração

.

E talvez por isso nosso amor caminhe no fio da navalha,

Entre o céu que me chama e o chão que te prende.

É belo, é intenso, mas queima qual fornalha

Um futuro incerto que só o tempo entende.

domingo, 25 de janeiro de 2026

POETA DE UM MUNDO NOVO (versão 2) Hélio Cervelin, (30 nov 2026)

 


 









Autor: Hélio Cervelin


Quisera ser um inspirado poeta

E escrever lindas frases de amor

Ao mesmo tempo, ser, diante dos erros, insensível

E não me abalar ao presenciar tanto horror

Poder admirar todas as flores

e sentir o seu doce perfume

Conviver com as mais variadas pessoas

E delas não ouvir nenhum queixume

Admirar as maravilhas da natureza

E inundar o meu ser com todo o amor

 

Ser uma abelha ágil e laboriosa

A construir um mundo bem melhor

E as lições de humanidade renovada

Sabê-las todas de cor

Ter a alma inocente da criança

e viver em paz e harmonia

Estar pleno de risonha esperança

E vislumbrar a cada dia um novo dia

 

Ser agente da mudança necessária

E estar aberto ao novo sempre, sempre

Abandonar os conceitos arcaicos, ultrapassados

Evoluir a todo instante vivido

Ser grato e humilde no aprendizado

Jamais ser alguém arrogante

E construir o homem novo

Alegre, feliz, triunfante.

 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

✨ ENTRE DOIS PONTOS (Hélio Cervelin, 15 Jan 2026))

 


 










Autor: Hélio Cervelin


Entre dois pontos

está o nosso amor,

um fio de luz que atravessa

o silêncio do tempo.

 

É pausa e continuação,

é vírgula que suspira,

é frase que nunca termina

porque vive no que sentimos.

 

Entre dois pontos

cabe o mundo inteiro,

cabe o gesto mais simples

e o desejo verdadeiro.

 

E quando a vida escreve

linhas tortas ao redor,

é ali — entre dois pontos —

que repousa o nosso melhor.