sexta-feira, 23 de junho de 2023

MUSA EM PRETO E BRANCO (para Alessandra) (Hélio Cervelin, 22 junho 2023)



 

 



 

 





Autor: Hélio Cervelin


Você cruzou meu caminho com graça e simpatia

Por puro acaso consegui te encontrar

E para meu desatino, meu pensamento dizia

Aí está alguém que posso me apaixonar

 

Sua voz suave, em amistosa simpatia

Acalma com graça meu agitado coração

Traz-me paz na alma, e serena harmonia 

Enquanto agita meus pensamentos, carregando-os de emoção

 

O destino da gente é repleto de mistérios

São causas complexas, difíceis de desvendar

Por que nos encontramos neste momento da vida

Se as convenções mundanas estão nos proibindo de amar?

 

O amor é um lindo sentimento que preenche as existências

Interagindo sem regras claras, mas espontaneidade pura

Desconhecendo as barreiras vigentes na sociedade

E agindo com ingenuidade, ignorando as desventuras

 

Oh, musa de preto e branco, seu retrato me fascina

Você se torna mais linda diante da ausência da cor

Será que algum dia ouvirei, em êxtase supremo

Sua doce voz me declarando o seu amor?

 

Eu que creio no Divino, e sou um filho obediente

Sou um penitente e sei que isso é normal

Sei que algum dia nos reencontraremos

Já que nossa alma é pura, imanente e imortal.

 

E assim, serenamente, viveremos nossas vidas

Com muito afeto, ternura e amizade

Desejando que o melhor aconteça para o outro

Mas sei que na ausência sentirei muita saudade

 

Conte comigo em seus momentos difíceis

Ao longo da vida dividiremos a dor e a alegria

Já que nossas almas não sabem viver sozinhas

Estando juntas viverão melhores dias


sábado, 17 de junho de 2023

AMAR OU COMPREENDER? Hélio Cervelin, (20dez2019)

 



 






Autor: Hélio Cervelin

O que significa amar? E o amor, o que é o amor, afinal? Quem ama, simplesmente ama, ou exige reciprocidade? É apenas amante ou  pode julgar-se o possuidor ou, pelo menos, o controlador da pessoa amada?

Para amar alguém é preciso, primeiramente, admirá-lo: sua simpatia, beleza, ternura, educação, cultura, coragem... Ou todas essas qualidades juntas. Quando o ser amado só tem qualidades, deduz-se que fica bem mais fácil amá-lo! Todavia,  pessoas perfeitas, sem nenhum defeito, existem? Provavelmente, não! Se existirem, são raras.

A imperfeição de todos nos parece ser um consenso, uma vez que a retórica corrente é a de que não existe ninguém perfeito sobre a face da Terra. Isso até acabou gerando a famosa frase "Ninguém é Perfeito!", justificativa para a maioria de nossos atos "imperfeitos".   O que fazer, então, com os defeitos da pessoa amada? As opções são variadas: submeter-se a eles; adaptar-se; tolerá-los e tentar amenizá-los até conseguir suprimi-los ou suavizá-los; ou ainda, na pior das hipóteses, procurar outro alguém para amar, desistindo do esforço conciliatório.

Um filósofo me ensinou que a palavra "amor" não tem origem, deixando-nos sem base etimológica, portanto inseguros para definir o que é amar. Ele prefere trocar a palavra "amor" pela palavra "compreensão".

Assim, em vez de "amar", "compreender", porque, se eu compreendo alguém, eu perdoo os seus defeitos, o apóio nas suas falhas e inseguranças, e o respeito como uma pessoa sujeita a errar, aceitando-o, até porque me considero imperfeito também. Enfim, amo-o por compreender isso tudo. E, especialmente, o amarei ainda mais se esse alguém me amar/compreender também.

O mesmo filósofo me ensinou que a paixão é um sentimento negativo ou, melhor dizendo, que a paixão é uma "emoção" em vez de um sentimento. E toda emoção é perigosa, pois pode nos fazer perder o controle e nos impelir a cometer desvarios, tomar atitudes impensadas e até violentas, fazer loucuras que possam prejudicar, às vezes até matar, a outra pessoa.

Frequentemente, ouvimos falar que alguém matou a companheira, cometendo um feminicídio, por motivo de ciúmes, porque estava muito apaixonado ou enciumado.

Se estar apaixonado for o mesmo que "amar intensamente", pergunta-se: Quem ama pode matar a pessoa amada? Acredito que, quem ama verdadeiramente, ou seja, quem compreende verdadeiramente a outra  pessoa,  certamente entenderá todos os seus atos e jamais lhe fará mal.

No amor-compreensão existe a renúncia em favor da outra pessoa, a ponto de o renunciante sentir-se bem por ter deixado de usufruir algo para ver feliz a pessoa amada. Então isso pode significar que quem compreende, além de perdoar, tolerar, respeitar e aceitar pode incluir nesse rol mais um verbo ou virtude: renúncia.

Joana de Angelis, espírito de luz do kardecismo, nos ensina que  o amor no Plano Espiritual é "incondicional", ou seja, quem ama compreende, aceita, confia, perdoa, tolera...  Quem ama, simplesmente AMA, SEM EXIGIR NADA EM TROCA. Na psicografia de Divaldo Pereira Franco, ela começa definindo o amor, assim:

 

O amor é a substância criadora e mantenedora do Universo, constituído por essência divina. É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte. Mais se agiganta, na razão que mais se doa. Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia. Nunca perece, porque não se entibia nem se enfraquece desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida, (http://www.novaera.org.br/index.php/artigo10931/)

 

Com base nessa definição, ainda poderíamos citar mais uma qualidade de quem realmente ama: a  doação. Neste caso justifica-se a renúncia, pois seu significado é semelhante ao da doação.

Amar não significa dar liberdade plena ao ser amado, pois, se já concordamos que ninguém é perfeito, deixar a “corda solta” para alguém fazer algo do qual temos certeza de que lhe trará consequências e arrependimento, podemos concluir que, eventualmente, amar é também discordar quando a situação o requer. Mas, é claro, visando sempre à felicidade do ser amado.

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Uma reflexão colorida - (Wander Costa)











Autor: Wander Costa

Parabéns as guerreiras e guerreiros que pela passarela 🌈 arco-íris , corajosa e destemidamente por ali passaram. 

Passaram, mas também deixaram, seu brilho, sua luz, sua esperança. 

Foram quantos? 

Foram tantos...uns alinhados com sua verdade, sua essência, outros....bem....foram ali para festejar, para clamar e mostrar toda cor da desigualdade e da diversidade. 

A parada, já não para, incomoda, segue assim como uma pulga a coçar as calcinhas e cuecas empedernidas. 

A parada não está reta, está torta , combativa e combalida.  

Segue adiante pelo mundo a fora, mostrando sua cara, suada , maltrapilha e maltratada, mas gritando ao mundo : Ei....pare a máquina que dá forma ao normal, ao Umbral, porque Eu quero Ser e exercer o direito de Existir.

 

UM DIA PARA AMAR - (Wander Costa)














Autor: Wander Costa


Hoje...sempre... 

Quero cantar em verso, em canção, quiçá, todo amor que eu tenho pra amar. 

Um tolo, um desconexo, um aleijão da razão, um pária da conexão entre a Alma e sua servidão. 

Hoje, e sempre, espero ver o brilho das estrelas nos olhos tão opacos pela cegueira da não visão, ou talvez  da visão turva , medrosa e febril quando a cor da flor explode em tons e aromas tão sutis.
 
Às vezes me calo, porque só o eco me escuta e solitário hasteio a flâmula do Amor Viril. 

Quantos momentos serão necessários para a redenção dos tolos que negam o elixir do existir?

Pulso forte , e cada vez mais conectado com a quintessência do meu ser, grito em alto som: Amar é um ato de resistir à mediocridade dos zumbis que fingem viver, se alimentando apenas de ar e solidão.