sábado, 8 de dezembro de 2018

A SAÚDE DO IDOSO (Hans Wiedemann)



Autor: Hans Wiedemann
 
A saúde do idoso é um desafio,
Procurando ser muito cuidadoso,
Garantindo a sua integridade,
nas suas particularidades,
Percebendo as restrições.

Em todas as atividades,
Deve ter suas oportunidades,
Podendo criar alternativas,
Permitindo sua satisfação,
Na Sociedade desenvolvida.

O Idoso tem muito a ensinar,
Considerando a sua experiência,
Por ter muito aprendido,
Ensinando às novas gerações,
Devendo lhe ser grato.

Somente parte da Lei,
Tem cumprimento integral,
Pelos conflitos de Leis,
Criando atalhos especiais,
Para aplicação das normas legais.

Toda Lei tem caráter estático,
Devendo ser sempre revista,
Procurando evitar conflitos,
Que prejudicam a sua aplicação,
De uma forma integral.

Assim permitindo brechas,
E a falta de recursos financeiros,
Impedem o pleno cumprimento,
Das disposições legais,
Sempre encontrando desculpas.


ENVELHECER COM DIGNIDADE (Elizete Menezes)


Minha foto

Autora: Elizete Menezes

Os anos se passaram e me deparo com o que mais me preocupa agora: a minha entrada para a Terceira Idade. Me pego muitas vezes pensando, e me perguntando: como nunca pensei isso antes?
Ficamos velhos e dependentes, mas, enquanto somos jovens, ainda com toda a vitalidade, não nos preocupamos com a idade. Não  paramos para pensar que iremos depender de alguém algum dia; que o tempo passa para todos; que, assim como aconteceu aos nossos pais, nós também iremos  envelhecer, a não ser que morramos antes de isso acontecer.
O tempo passou e me deparei com meus 55 anos, rumo à terceira idade, ainda com toda disposição de ir e vir, só que agora com a preocupação de como será o amanhã. Será que vou envelhecer com qualidade? Vou ser bem tratada? Vou ser respeitada? Vou ser bem cuidada?
Cuido de idosos e sei muito bem de como eles são carentes. Sentem necessidade de carinho, afeto, e nem sempre têm por perto os seus familiares. Isso me assusta, muitas vezes, porque, nem sempre, os familiares têm condições de estarem presentes junto aos seus idosos. 
E o tempo vai passando. E quando percebemos, a  infância, a juventude e a mocidade já se foram. E o caminho é um só: envelhecer e morrer. Sendo assim, sejamos dignos de nós mesmos e dedicados aos nossos idosos. 
Temos o estatuto do idoso, que estabelece valiosas regras de cuidado ao idoso, mas estes nem todos conhecem seus direitos. E as famílias, muitas delas, desconhecem os direitos de seus idosos e seus deveres para com eles. E ainda existem maus tratos e abandono por parte de familiares, a até mesmo de cuidadores...
De minha parte, trato bens os idosos e tudo o que quero é envelhecer com dignidade.  


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

SOBRE SER IDOSO (por uma idosa) Eliana Haesbaert


 

Autora: Eliana Haesbaert
  
O Estatuto do Idoso foi criado para servir como manual de comportamento que pessoas, o Poder Público, empresas prestadoras de serviço, enfim, a sociedade em geral devem seguir ao tratar com as pessoas ditas idosas, a partir dos 60 anos, conforme a Lei Nº 10.741 de 1º de outubro de 2003.
Ora, uma sociedade ética preserva o conjunto de valores morais e não precisa de leis para praticá-la, porque segue a educação recebida.
Como vivemos num país onde a Educação é precária, o tratar com idosos foi preciso ser transformado em Lei complexa e punitiva.
Sabendo-se que a Lei não exerce autoridade no campo familiar onde predominam os sentimentos e há o idoso que se fragiliza e se deixa manipular por filhos, netos ou até bisnetos, é  uma imposição incontrolável.
Portanto, usemos as benesses frugais que a Lei nos faculta, como a preferência em filas, assentos em coletivos, meia entradas, etc... O resto que fique por conta de cada um, conforme sua vivência familiar ou solitária (como no meu caso), sua realidade financeira e outras características mental e física individuais.
Escrever sobre Ser Idoso é um tema amplo demais e preferi me ater num assunto específico: a ecologia.
Afinal, sendo uma idosa de 70 anos, tenho vasta bagagem vivencial, desde quando se comprava os itens comestíveis no armazém e, como não existia o plástico, o arroz, a farinha, o açúcar, tudo enfim, era pesado na hora e colocado em sacos de papel pardo e grosso que carregávamos  nos braços ou em sacolas de pano ou palha.
Não tivemos a menor preocupação com o meio-ambiente, porque as estações climáticas, aqui no nosso país de clima Temperado eram absolutamente distintas e aconteciam conforme o esperado.
Nada era descartável, tudo era reaproveitado e não ia para o meio-ambiente, como as fraldas dos bebês que eram sujas, depois lavadas e secas pelos sistemas eólico e solar, agora super valorizados.
Assim como os “paninhos” que as mulheres tinham que usar nos seus períodos menstruais antes do aparecimento do “Modess” e que precisavam do mesmo tratamento que as fraldas. Quanto aos idosos incontinentes de então, ninguém falava.
O leite, a Laranjinha, o Crush e a cerveja de domingo eram em garrafas de vidro retornáveis aos fabricantes que, após esterilizadas, eram usadas inúmeras vezes. Tomava-se cuidado, pois eram de vidro e, portanto, não podiam ser quebradas.
Na preparação de alimentos, tinha-se que fazer exercício, batendo e mexendo muito, até a exaustão, pois não existiam batedeiras nem liquidificadores.
Assim como vivíamos subindo escadas, andando de bonde, cortando grama sem aparelho elétrico nenhum.
Indo à pé ou de bicicleta para a escola, sempre exigindo exercícios físicos, hoje feitos em academias.
Não existiam copos, pratinhos, garrafas pet e embalagens que hoje lotam os oceanos e matam os animais marinhos.
As famílias abastadas só tinham um carro para todos e hoje uma casa com cinco pessoas tem cinco carros que, não cabendo nas garagens, lotam e poluem as ruas...
Tudo isso eu queria dizer ao caixa do BIG que me deu R$ 0,3 (TRÊS CENTAVOS) por eu ter ajudado o Planeta ao não usar a sacolinha plástica do supermercado!

Escreveria um livro sobre a vivência do “ser idoso”, mas o tempo e espaço são limitados.
Hoje em dia o idoso, além de se preocupar com a ameaça do alemão impiedoso que antes era a vulgar e prosaica  caduquice, tem que fazer a “neuróbica” (exercícios cerebrais) além dos exercício físicos para não travar a mente e as articulações respectivamente..

Nada disso me revolta. É a lei natural da vida em ciclos.
Mas confesso que ando me sentindo ligeiramente deslocada nesta nova civilização digital e virtual.
Enquanto espero ir e voltar para uma nova existência, mas da próxima vez já chegarei como um “ser” virtual e digital, senão numa ainda mais avançada vida tecnológica.

Mas enquanto isso não acontece, procuro ir vivendo tranquilamente.
Que passe longe de mim a doença e a dependência,
que passe longe de mim a mentira, a discórdia, o olho grande e intolerância e  a má sorte.
Tenho dito.





terça-feira, 4 de dezembro de 2018

QUAL É A MELHOR IDADE? (Hélio Cervelin)



Autor: Hélio Cervelin

Ultrapassei a barreira dos sessenta anos de idade. E agora? Ouço dizer que entrei para a "melhor idade". E aí eu  pergunto: melhor idade em relação a quê ou para quê?
Sob determinado aspecto isso até pode ser verdade. Talvez seja a melhor idade para pararmos e refletirmos sobre nossas vidas, as burradas que fizemos até aqui, o que aprendemos ou deixamos de aprender. Ou sobre o que realizamos vivendo tantos anos, um privilégio negado a muitos, especialmente nos dias de hoje, em que ocorrem tantos acidentes e assassinatos, ceifando a vida de jovens e de pessoas de meia idade, diariamente.
Olho para os lados e vejo idosos com semblantes neutros, às vezes demonstrando alguma serenidade, mas, em sua maioria, parecendo sentirem algum desconforto ou alguma dor. Vejo um número significativo deles amparados por muletas ou ajudados a movimentar-se pelo apoio de algum familiar, especialmente os de idade mais avançada.
Então eu  pergunto: será essa a melhor idade? Essa denominação "melhor idade" não seria uma ironia fina para nos dizerem que devemos aproveitar o agora,  pois daqui pra frente tudo vai piorar? Ou para nos alertarem de que foi o melhor que  pudemos atingir, uma vez que nosso organismo é frágil e finito e tenderá à decadência, à limitação da mobilidade e às dores, dia após dia, a uma velocidade espantosa?
Existem alguns aspectos positivos que podem ser apontados ao se ultrapassar os sessenta anos. A Constituição Federal de 1988 prevê algumas prerrogativas de cidadania, estabelecendo proteção jurídica  para que os idosos possam usufruir de direitos sem depender de favores ou sofrer humilhações, permitindo-nos viver com relativa dignidade.
A lei federal n.º 10.741/2003, denominada Estatuto do Idoso, ao longo de seus 118 artigos, trata de questões fundamentais, desde garantias prioritárias ao idoso até aspectos relativos a  transporte (mobilidade), passando pelos direitos à liberdade, à respeitabilidade, à vida, além de prever cultura, esporte e lazer.
É notório que a situação do idoso neste início do Século XXI melhorou consideravelmente através do amparo da lei e da conscientização da população em geral e dos familiares  em particular,  em relação ao aspecto "respeito e gratidão" àqueles que nos deram a vida e o apoio educacional e financeiro de que qualquer ser humano necessita para crescer e evoluir espiritual e materialmente. Mas, sinceramente, chamar de "melhor idade" parece mais um exagero.
De qualquer forma, diante dos mistérios da vida, é sempre interessante viver mais e  poder acompanhar o surgimento das novas tecnologias, inimagináveis há poucas décadas, e ao mesmo tempo podermos ter a oportunidade de conhecer nossos filhos, netos e até bisnetos. E, além de tudo, também termos a chance de nos sentirmos uma "metamorfose ambulante". Tudo isso tem o seu encanto, não há a menor dúvida. 

sábado, 24 de novembro de 2018

ESCOLA DO DESAMOR (Hélio Cervelin)



Autor: Hélio Cervelin
 
Estou triste, desanimado
São lutas, guerras e fome
Vejo o mundo girar do jeito errado
E o desamor que nos consome

O que fazer para mudar
Esse caos que se apresenta?
O que fazer pra amenizar
Essa guerra tão sangrenta?

Falta fé, falta amor
Para atenuar a dor
Falta força, compaixão
Para acalmar a compulsão

É preciso aprender a amar
Olhar para o lado e notar
Que há alguém mais carente
Alguém muito sofredor
Que deseja ter amor
E que também quer ser gente

É um mistério essa loucura
Esse mundo conturbado
Que a todos alucina
Drogas mentais tenebrosas
Drogas físicas poderosas
Um ciclo que nunca termina

É o câncer, é a facada
É a criança metralhada
É a mãe que chora a dor

Que mundo é esse, meu Deus?
Nós que somos filhos seus
Está faltando muito amor

terça-feira, 6 de novembro de 2018

GAROTA SEM PROGRAMA (Hélio Cervelin)


Autor: Hélio Cervelin

Menina,
Você é boazinha demais
Dá amor sem compromisso
E a todos satisfaz
Sem ganhar nada com isso

Menina,
Você cresceu na moral
Para um casamento de amor
Tal qual uma moça normal
Mas você não dá valor

Menina,
O teu corpo despenca
E você não consegue ver
Sente-se amada por todos
Mas eles só querem o prazer

Menina,
Abandone logo essa vida
E encontre uma pessoa querida
Tire o teu nome da lama
E não desperdice tua vida

Menina,
Acorde logo pro amor
Deixe de ser iludida
E pare de dar-se de graça

Eu queria você pra mim
Mas se você quer assim
Seja mais uma na praça

Enquanto ainda dá tempo



OPOSTOS DE VERDADES (Hans Wiedemann)

Autor: Hans Wiedemann

O Infinito tem muitas verdades,
Por sermos todos únicos,
Cada um tendo sua verdade,
Precisando ser respeitadas,
Devendo ser aplicada a todos.

Assim, uma verdade,
Pode se confrontar com outra,
Sendo as duas válidas,
Cada uma no seu segmento,
Respeitando as culturas.

A questão é a conciliação,
Respeitando culturas diversas,
Por fazerem parte do povo,
Podendo depender de climas,
E hábitos alimentares.

A História religiosa,
É muito importante,
Começando em tenra idade,
Se prolongando pelo resto da vida,
Terminando na transferência.

Assim, podemos perceber,
A importância das verdades,
Sempre respeitando o Ser,
Entendendo a individualidade,
Acreditando numa energia superior.