sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

AS ONDAS NAS PEDRAS (Hans Christian Wiedemann)



Autor: Hans Christian Wiedemann


“Água mole em pedra dura
Tanto dá até que fura.”
Esse ditado milenar
De origem desconhecida
É uma verdade insofismável.

Assim vemos o Mar
Batendo nas Rochas
Permitindo a vida
Alimentando animais
Enfeitando as rochas.

Assim nosso Mundo
Que chamamos de Terra
Transforma superfícies
Acontecendo o mesmo
no seu Interior.

O Que nos é invisível
Temos que deduzir
Ou mesmo induzir
A partir de aparências
Que podemos observar.

Homens são Rochas
Uns parecendo Granito
Outros já fracionados
Como Areias do deserto
Todos sendo essenciais.

O Mundo é de semelhanças
Bastando mudar Nomes
Entendendo a razão
Percebendo o cerne
Olhando a espiritualidade.

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domingo, 1 de dezembro de 2019

JUSTIÇA E PAZ, CAMINHOS CRUZADOS (Hélio Cervelin, (30 Nov 2019)



Autor: Hélio Cervelin


Frustração é o que sinto neste momento de minha vida, perante a sensação de uma traição.
Algumas pessoas nas quais eu confiava plenamente revelaram uma faceta de insegurança pessoal que, a meu ver, fragilizou sua ética e abriu caminho para uma injustiça.  
Diante dessa atitude, conclui-se que bateu mais forte sua conveniência de não desagradar aos outros amigos, embora esse ato representasse o sufocamento da justiça, um choque contra o bom senso e fizesse aflorar em mim a sensação de ter sido injustiçado ou até mesmo traído.
Sempre  imaginei que a idade avançada trouxesse sabedoria às pessoas. A sabedoria acumulada pela vivência,  e que suplantaria todas as fraquezas humanas. Mas, constato - decepcionado - que não foi assim que aconteceu.
Muitas pessoas evitam contrariar determinados  amigos - provavelmente muito especiais para elas - para não afrontá-los ou gerar um conflito entre eles. E, com isso, acabam escolhendo penalizar o lado mais "pacífico" e, portanto mais maleável, vislumbrando uma maior chance de contemporizar a situação. Assim agindo, esperam "ganhar nos dois lados" e ficar "de bem" com as duas partes. Aliás, é assim que a esmagadora maioria dos brasileiros se comporta, adotando o já  famoso "jeitinho brasileiro" para ficar de bem com todos e deixar a injustiça correr solta, para não "arranjar incômodo". Esquecem-se, no entanto, de que o eleito como o "compreensivo", terá que assimilar o baque e tudo fazer para amenizar esse conflito, mesmo sentindo-se invadido em seus princípios e injustiçado diante da situação colocada.
De minha parte, jamais dou razão a quem não a tem. E jamais acuso ou deixo pairar no ar uma desconfiança, por menor que seja, sobre a ética de quem, a princípio, merece a minha confiança.
É deprimente e decepcionante ver amigos fugirem de uma luta justa em nome da paz, quando essa mesma paz permanecerá fundada na injustiça.
É muito bom, gratificante mesmo, quando um amigo se revela mais digno do que o  imaginado  por nós. E é tão triste e desalentador quando um amigo se revela mais inconfiável que o pior imaginado por nós.




sexta-feira, 29 de novembro de 2019

UMA NAU QUE NÃO SE EXPLICA (Wander Costa)



Autor: Wander Costa

Se me perguntam, como estás? O que queres? Pra onde vais? Suspiro, me vasculho, tento achar  a lógica em mim, para poder me explicar, mas seria necessário?
Bom... e assim o barco segue seu rumo, ou quiçá sem rumo... E por que deveria sabê-lo? A vida toda no leme estive e, pasmem!, nem sempre o cais que aportei supriu a ânsia da minha alma, mas a questão aqui era sobreviver...
O infinito do mar me assombra. Não ver a borda, os limites que em mim se impõem, solapa toda razão e a certeza do que eu sou e quero, e assim, como encontrar as respostas que me indagam?
Penso, calmamente, que o desafio aqui não seja encontrar, mas, simplesmente, confiar e se lançar; crer que a nau, enfim, em algum porto chegará.
E a ânsia encontrará a forma perfeita de se expressar e coexistir com o que de bom e novo se apresentará.


segunda-feira, 25 de novembro de 2019

EQUILIBRANDO O GRUPO (Hans Christian Wiedemann)




Hans Christian Wiedemann

Por Natureza
Somos todos diferentes
Desde a menor partícula
Até nosso Ser inteiro
Tendo pensamentos diversos.

Tudo começou
No Mundo Imaterial
Auto-criado por inteligências
Povoando o Todo
Por nós desconhecidas.

Achando pontos em comum
Encontramos sinergia
Agindo com Harmonia
Respeitando as liberdades
Promovendo o convívio.

Raramente como Seres
Somos plenamente coerentes
Nem sempre usando a razão
Em todas as nossas ações
Deixando de ter entendimento.

Como Indivíduos
Sentimos dificuldades
No grupo isso se amplia
De forma exponencial
Precisando de muita Paciência.

Assim equilibrar um Grupo
Exige malabarismo
De todos participantes
Precisando do Coordenador
Para uma continuidade salutar.

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FUNDO DO POÇO Hélio Cervelin (25 Nov 2017)



Autor: Hélio Cervelin

O BRASIL É NOSSO?
SERÁ QUE POSSO?
NÃO SEI, NÃO, MOÇO!

ESTAMOS NUM FOSSO!
TUDO MUITO INSOSSO!
ENLAMEADOS ATÉ O PESCOÇO!
ESTÁ DIFÍCIL ROER ESSE OSSO!

UMA PERGUNTA:
- SEU MOÇO, AONDE POSSO ENCONTRAR 
O FUNDO DO POÇO?

terça-feira, 19 de novembro de 2019

O MUNDO DA MOEDA (Hans Christian Wiedemann)


 

Hans Christian Wiedemann

O Planeta vive a Natureza
Tendo sua infraestrutura
Que sustenta a vida
Tendo diferentes reinos
Todos povoando a superfície.

Os reinos convivem em Paz
Quando os deixamos
Cada um desenvolver sua missão
Com que foram criados
Alimentando uma corrente.

O Homem competitivo
Precisava se firmar
Mostrando seu Poder
Criando assim a Moeda
Acumulando Matéria.

A Moeda passou a dominar
O Mundo dos homens
Esquecendo a espiritualidade
Querendo tudo dominar
Deixando de ser humano.

A ganância vem dominando
A Moral e a Ética
Em nome do Poder
Dominando o Meio
Esquecendo o Divino


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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

TEMPESTADE EM ALTO MAR (Elizete Menezes)

Autora: Elizete Menezes

Há algum tempo passei junto com alguns amigos por um terrível naufrágio.
  
Havíamos embarcado em um navio seguro, cheios de expectativas e sonhos. Era uma tripulação bonita, feliz e unida. Mas, depois de algumas realizações e conquistas dos tripulantes,  nosso navio começou a balançar, a maré  começou a ficar agitada e entramos numa violenta tempestade. Foi um baque para a tripulação. Correria, agitação.
  
Alguns marinheiros haviam entrado para o grupo há pouco tempo, outros estavam na embarcação há mais  de um ano. E então tentamos contornar a situação, mesmo assim alguns foram procurar outros barcos para se integrarem. Alguns desses, que foram mais ou menos uns quinze(15) tripulantes que já se conheciam, e por sinal se gostavam muito, e sabendo onde queriam chegar, reuniram-se para continuar no rumo, pra que esse naufrágio não representasse a âncora de uma embarcação fracassada. 

E assim foi  dada a partida para uma longa viagem. Os Náufragos agora têm um rumo certo. Começamos do zero com o apoio de pessoas amadas dessa tripulação. Foi em comum acordo que retomamos o leme desse navio pra continuar nossa viagem. Mas, como sempre há tempestades em alto mar, novamente passamos por algumas dificuldades.

 A saída de alguns dos tripulantes nos deixou tristes, saudosos, porque eles entraram nessa embarcação e conosco lutaram contra as tempestades em alto mar, mas por algum motivo tiveram que partir, buscando outra navegação pra continuar sua viagem. Com toda essa mudança da primeira tripulação perdemos quatro tripulantes. Mas conseguimos, no caminho, agregar ao nosso navio mais alguns integrantes que queriam navegar nessa aventura.

E lá estávamos nós, com mais três novos Náufragos! Assim, seguimos por mais alguns tempos nossa viagem, adquirindo experiência, fazendo novas amizades, escrevendo nossa história cada um com sua escolha: poemas, contos, crônicas, músicas... E fomos caminhando. De parada em parada descia um tripulante que, por algum motivo, se afastava de nossa tripulação.
  
Mas o grupo de Náufragos fiéis corriam atrás de seus objetivos. E a viagem continuava com propósito de escrever mais e mais, contando nossas histórias. Os encontros semanais estavam sendo muito produtivos, assunto é o que não faltavam para esses tripulantes. Histórias lindas, contos, poemas.

O livro tão desejado, tão almejado foi um desafio desses que restaram na embarcação dos Náufragos. E lá estávamos nós, correndo atrás de fazer um bom livro, escrever é o que  mas gostamos de fazer. Começamos a correr contra o tempo, pois há muitas tempestades em alto mar, e às vezes elas vêm para testar nossos limites de força de vontade e tolerância.

Surgiu o desafio, mas, afinal, somos seres humanos temos direito de errar e tentar consertar. Mais uma vez, nossa tripulação está sofrendo desafios. Mas essa tripulação já superou outras tempestades. Haveremos de superar mais esta.

Naufragamos, nadamos, recuperamos nossos sonhos, conseguimos conquistar pessoas que nem nos conheciam pra nos ajudar, fomos vencedores, nos recuperamos de tantas outras idas e vindas, de amigos que se foram, e outros que vieram. Houve os que não quiseram continuar, mas, nós, os NÁUFRAGOS LITERÁRIOS, estamos sobrevivendo às tempestades e não podemos deixar à deriva nossa embarcação. Se tivermos que nadar novamente à busca de novos rumos, nós iremos!  Os Náufragos não podem ficar à deriva.

Venha conosco pra mais essa viagem. Os Náufragos Literários Floripa te esperam! A viagem nem sempre é calma, sempre pode haver uma tempestade em alto mar, mas nós já naufragamos outras vezes e conseguimos atracar nosso navio em segurança.  Não será dessa vez que a embarcação não vai conseguir te levar em segurança.

Os Náufragos Literários Floripa são como rocha firme em alto mar. Essa é a minha grande conquista com os Náufragos.  Não vamos parar essa viagem porque temos muito a conquistar juntos . Nossa história é linda, e deve continuar.