Autor: Hélio Cervelin
Cai a noite sobre a cidade
De um dia nublado e cinzento
A escuridão toma conta da paisagem
Tristeza, dor, desalento
Magoada, o meu amor partiu
Com muita tristeza no olhar
Lágrimas contidas, choro preso na garganta
Partiu para não mais voltar
Por que se separam os casais que se amam?
Desavenças difíceis de explicar
Se se amam por que não ficam juntos?
Ou nunca aprenderam a amar?
Por que a natureza humana é assim?
Que não sabe conversar
Egoísmo, descuido, incompreensão?
É muito difícil dialogar
Falar implica atenção, respeito e cuidado
Virtudes raras num mundo que só quer guerrear
Quem fala não tem tempo para ouvir
Quem ouve não tem chance de falar
E a ansiedade impera e prepondera
Palavras surgem, mas carregadas de fel
O mundo está transtornado e em guerra
Transformado numa Torre de Babel
É inadiável uma mudança de atitudes
A humanidade precisa se esforçar
Desarmar-se da agressividade e do ódio
E, urgentemente, reaprender a amar
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