Autor: Hans Wiedemann
O Homem é um ser de hábitos
Preferindo pouco pensar
Executando seu dia a dia
Sem se preocupar
Encontrando a placidez.
Quando fugimos ao óbvio
Precisamos pensar
Nem sempre sendo consciente
Mas mudando hábitos
Podendo ter surpresas.
Vamos nos restringindo
A executar o mesmo
Esquecendo a criatividade
Que é a nossa essência
Como toda a Natureza.
A rotina é necessária
Perceptível no automatismo
Aliviando nossa mente
Dando espaço ao Ser
Pensando na existência.
O Infinito é mutação
Nunca a igualdade
Que elimina a diversidade
Característica do Infinito
Refletindo a espiritualidade.
Hans
Leia o blog http:\\vamospensaravida.
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Este blog foi criado para postagem de textos literários da lavra de seus membros, a maioria deles principiantes. Nosso objetivo é alcançar as comunidades que fazem da literatura um ato de prazer, estimulando o hábito da leitura aos nossos visitantes/leitores no Brasil e em outras partes do mundo. Ficamos agradecidos pela sua visita. Seus comentários serão sempre bem-vindos. (vide o texto Apresentação do Grupo, postado em 2017 - outubro)
segunda-feira, 29 de julho de 2019
ESCRAVOS DA ROTINA (Hans Wiedemann)
ANJOS MULTICORES (Hélio Cervelin, 26Jul2019)
Autor: Hélio Cervelin
Meus
anjos são multicores
De
tons de pele sem fim
São
seres que vão e vêm
E
que trazem amparo pra mim
Você
é o meu anjo moreno
De
um lindo semblante dourado
É
o meu anjo do presente
Que
hoje caminha ao meu lado
Os
anjos nos orientam e inspiram
Com
seus sorrisos e conselhos
Luz
do céu em forma de gente
Lindas
sardas, cabelos vermelhos
Anjos
de pele alva de luz
E
rasgados olhos azuis
De
cabelos longos e olhar sereno
Lembrando
a imagem de Jesus
Anjos
de pele vermelha
Amorenada
pelo sol, marcados
Que
me conduzem nas veredas
De
todos os caminhos trilhados
Anjos
amarelos, de olhos pequenos,
Ternura
sem par, doçura sem fim
Anjos
retintos, corpos azulados
De
alvos dentes de marfim
Anjos
são fontes de amor
Amparo,
conforto e amizade
Cada
um que vem ou vai
É
um pouco da Eternidade
Anjos
de todas as cores
Que
pela vida passaram
E
muitos que passarão
Também
sou o anjo dos outros
E
a todos procuro doar
O
amor do meu coração
domingo, 21 de julho de 2019
ESPÉCIES ANIMAIS QUE ANIMAM MINHA CASA [Eliana Haesbaert (Lili)]

Autora: Eliana Haesbaert
Daqui
onde estou, avisto dois beija-flores disputando o bebedouro cheio com água
doce.
Eles
são muito egoístas, pois não admitem compartilhar do mesmo bebedouro que tem
quatro flores plásticas com quatro orifícios onde eles penetram seus longos
bicos e saboreiam o alimento dulcíssimo, a guisa do néctar das flores.
Resolvo
escrever não sobre um animal, mas sobre todos os bichos que habitam, frequentam
e visitam meu habitat, que o animal racional chama de lar.
São
centenas, entre insetos, aracnídeos, moluscos, ovíparos e três fêmeas da espécie dos mamíferos, minhas
duas cadelas, Kika, Bebel, e eu. Existem
outras fêmeas mamíferas, bem menores, mas delas falaremos depois.
Kika
e Bebel, por conviverem estreitamente comigo, são quase humanas no seu
comportamento manifesto de dor, alegria, desejos, contradições e sabem o
Português básico para nossa convivência: - NÃÃÃO! - Prá dentro! - Caminha! - Vem cá ou aqui! - Tá, tá, tá! Ou - Chega! Fica aí! dentre
outras palavras de comando.
Elas
acham que sou a cadela mãe e eu, por ser sozinha, quase as trato como gente.
A
Kika dorme na minha cama de casal, ocupando o travesseiro ao lado do meu e
quando quer ir para baixo das cobertas, agora, do edredom, dá-me um sinal me
cutucando com o focinho ou a pata, eu levanto as cobertas e ela se enfia por
baixo, acomodando-se aos pés da cama.
Já
a Bebel nunca recebeu liberdade para esses luxos, mas assumiu prazerosamente a
confortável caminha 80 X 80 cm e adora ficar nela,
embrulhada nos dois cobertorezinhos de lã, além da roupinha de grife Pet que
ganhou, vermelha para contrastar com o pêlo baixo preto zulu, pois é muito
friorenta.
E
vivemos as três fêmeas numa relação familiar e amorosa e interdependente.
A
passarada que frequenta assiduamente o meu território é um caso à parte.
Conquistei-os
há algumas gerações, pois há 20 anos mantenho um comedouro sobre o muro, sob a
beira do telhado da garagem, frente às basculantes da cozinha abastecido de comida, pelo menos
duas vezes por dia, onde ele se banqueteiam numa algaravia exacerbada.
Antes,
eu o abastecia com mistura de alpiste, painço e quirera, mas quando registrei
que estava gastando cerca de 300 reais com isso, passei a fornecer arroz cozido
e miolo de pão.
Os
passarinhos apresentam uma grande variedade de espetáculos.
Ocasionalmente
o comedouro é visitado por pica-paus, bem-te-vis, mas é frequentado
diariamente, quase que permanentemente por dezenas de pardais, pombas-rola, pássaros pretos e muitos canários da terra.
Eu
me deleito em assistir mamães regurgitando o alimento bico adentro de filhotes
berrões muitas vezes bem maiores que as mamães passarinho.
Assim
como o comedouro, mantenho abastecidos os dois bebedouros, um na varanda da
frente e outro na área da churrasqueira com água adoçada onde durante o dia os
colibris e os cambacicas fazem a festa e, ao anoitecer, preciso reabastecê-los
para que os morceguinhos se alimentem durante a noite. Afinal, os morcegos,
além de inofensivos, são grandes polinizadores.
Quanto
aos moluscos, temos uma relação independente.
Só
os vejo quando o terreno ficou alagado ou úmido pela chuva, então lesmas e
caracóis aparecem em
profusão. Caminho feito uma defeituosa, olhando para o chão
para não pisar nessas frágeis criaturas, carregando ou não as suas casas nas
costas. Certa vez e única, vi dois caracóis inacreditavelmente enroscados, como
se estivessem copulando, mas sei que são hermafroditas.
Até
hoje não entendi o que eles estavam fazendo naquele enrosco.
Volta
e meia me deparo com insetos estranhos e diferentes de tudo aquilo todo que
reconheço, mas não os perturbo.
Só
não permito que sobrevivam e proliferem os
repulsivos e incômodos moscas, mosquitos, baratas e pulgas.
Até
agora não citei as pererecas que aparecem ao anoitecer, sempre se exibindo onde
permanecem faixas de luz, onde ficam expostos os insetos a serem caçados. Elas
são medrosas, pois às vezes pulam para dentro de casa inadvertidamente até que
entendem que agiram errado e retornam para a rua em busca de suas presas com
aquele andar pulado e deselegante.
Preciso
contar das colônias de mamíferos engraçadinhos
e perturbadores: os minúsculos camundongos que aqui habitam em grande
quantidade.
Que
eu saiba e tenha plena consciência, existem duas populações de camundonguinhos:
aqueles que habitam sob a edícula e aqueles que moram sob a hera que fecha 30 metros de muro.
Nos
finais da tarde, estraçalho duas fatias de pão de forma e coloco no comedouro
que, durante o dia é dos pássaros, mas à noite é frequentado por eles e mais
três fatias do pão de forma espicaçadas numa bandeja de isopor que deixo no
chão da edícula. Na manhã seguinte recolho a bandeja vazia. As graciosas lagartixas vivem basicamente sob
o telhado da garagem e passeiam e caçam os insetos que aparecem sob a luz da
cozinha, através das basculantes.
E
assim vamos vivendo harmoniosamente e sem conflitos.
quinta-feira, 11 de julho de 2019
OBRIGADA, JOÃO GILBERTO PÁDUA PEREIRA DE OLIVEIRA, PAI DA “BOSSA NOVA” (Eliana Haesbaert)

Neste domingo gelado, 07 de julho de
2019, ao levantar, eu ligo o rádio e ouço que ontem por volta das 15h, morreu
João Gilberto, 88 anos, de causas
naturais, em seu apartamento no Leblon, tendo a companhia de sua mulher,
Maria do Céu, uma cuidadora e seu secretário.
Apesar de viver ali há vários anos, a
maioria dos vizinhos nunca o viu, pois ele se mantinha recluso, anti-social e excêntrico, interditado judicialmente pela
filha e curadora Bebel Gilberto, sua filha com Miúcha.
João morreu como se comportou ao longo
da sua vida, reservado, e agora com a saúde física e mental bastante
debilitadas.
O contraditório é que se apresentou
durante décadas ante platéias lotadas no mundo inteiro, ele sozinho no palco
com seu violão, muitas vezes com o acompanhamento de orquestras inteiras, com
sua vozinha murmurante, delicada e suave porém afinadíssima e tocando aquela
batida diferente, exclusiva, até então desconhecida e depois, sempre imitada e
nunca igualada.
Especialistas em música, comentaristas
e críticos do meio, dizem que o violão de João Gilberto ao ouvido parecem ser
dois e que ele e o instrumento eram como uma entidade única e foi um raro músico a dominar platéias grandiosas mantendo
um silêncio respeitoso perante sua melodia discreta e sutil.
Os colegas do grupo Náufragos
Literários são testemunhas do quanto apreciadora fui, sou e serei enquanto
viver do movimento musical chamado “bossa nova” desde que surgiu na minha
infância, admiração perpetuada nas dez crônicas que compõem minha participação
no livro coletivo que iremos publicar, a partir da primeira crônica que tem por
título “De como a Bossa Nova entrou (e ficou para sempre) em minha vida” onde
conto o quanto me marcou aquele Lp, o
primeiro de João Gilberto e lançado simultaneamente
com o despertar da libido na menina que eu era e a segunda crônica se chama
“Ho-ba-lá-lá”, nome da primeira canção criada por João Gilberto, que foi a
trilha musical do meu primeiro amor adolescente.
Por sua genialidade, deixa muitas
curiosidades, quase lendárias, como aos sete anos de idade ter sido o único a acusar
um erro no órgão da igreja de Juazeiro (BA), apesar de acompanhado pelo coral
em que ele fazia parte e outros fatos advindos
da sua timidez e idiossincrasias, típicas de todo gênio.
Admirou-me e me surpreendeu muito as
manifestações que vi e ouvi ao longo deste domingo, falando a “dor da perda”, “lamentando
a passagem” deste nosso conterrâneo que levou e elevou a música brasileira por todo
o mundo, até hoje apreciada e reconhecida.
A música do Brasil só era conhecida
internacionalmente por Carmen Miranda e a partir dele, passou a existir como “antes
e depois” de João Gilberto .
Não entendo essas lamentações, pois a
matéria chamada “corpo” que ele ocupou nesta passagem já estava doente, decrépita,
desligada e ausente da realidade.
Durante sua vida útil, ele conseguiu
criar, difundir e eternizar sua obra musical e foi o divisor de águas musicais
brasileiras.
MUITO OBRIGADA, João Gilberto por
teres deixado um legado cultural rico e por teres sido meu contemporâneo,
permitindo que eu acompanhasse tua história musical tão valiosa na minha
trajetória.
Espero que com tua partida e tudo que
repercute dela, acenda uma centelha que faça renascer a qualidade musical brasileira, atualmente tão pobre e medíocre.
MUITO OBRIGADA, João Gilberto.
Segue em paz.
Eliana Haesbaert
*****
Clique para ouvir Chega de Saudade, com João Gilberto:
https://www.youtube.com/watch?v=yUuJrpP0Mak
Clique para ouvir Chega de Saudade, com João Gilberto:
https://www.youtube.com/watch?v=yUuJrpP0Mak
quarta-feira, 10 de julho de 2019
MÚSICA NA MINHA VIDA Áurea Wolff (13 jun 2019)

Autora: Áurea Wolff
Entre o silêncio do meu pai, a tagarelice da minha mãe e eu, pequena,
acontecia a rotina da nossa família.
Nas histórias contadas para mim, com muita graça, por minha mãe, as canções da sua época
eram repetidas em vários momentos. Aprendi e cantava com ela:
Pequeninha bem feitinha, delicada da cintura,
Eu não sei que sorte é esta, que amor contigo não dura.
Amor contigo não da que és muito namoradeira
Por uma perdes as outras, viverás sempre solteira
Viverá sempre solteira quem muito amor faz desmancho
No fumeiro da cozinha dependurada no gancho.
Dependurada no gancho que a todos quer namorar
Se namorasse a mim só comigo tinhas casado.
Comigo tinhas casado eu ai estava disposto
Agora caso com outra por ser muito do meu gosto
Por ser muito do meu gosto e tanto do gosto dela
Vou dar meu coração a uma bonita donzela .
Aos cinco anos de idade fui para a escola, que ficava na frente da nossa
casa. Aprendi todos os hinos ensinados pela professora: Hino Nacional, Hino à Bandeira, Soldados da
Pátria, canções religiosas e sertanejas. Cantava na escola e em casa.
À tarde, depois de fazer as tarefas, cantava sozinha sentada num balanço
feito por meu pai, com uma corda pendurada no rancho, onde a Gersinha dormia. Cantava
com toda a força as canções que
conhecia.
Passei a cantar no coral da igreja, aprendendo todas as músicas sacras e
as acrescentava ao meu ritual musical. Entre
estudar, ler, escrever, ajudar minha mãe nas tarefas de casa, meus cantos
estavam sempre como pano de fundo. Quando fiz o Segundo Grau, participei do
coral da escola, e cantava em casa as canções que aprendia.
Hoje, voltando o meu olhar para aquele tempo da minha infância e
adolescência, vejo a música como o meio de quebrar a solidão de uma casa, onde
habitavam a dor e a saudade de tempos cheios de alegria. E eu tinha, de modo
inconsciente, esta missão.
Vejo a música como uma sementinha que nasceu, cresceu e foi oxigenando a
minha existência com seus elementos
renovadores, através dos reflexos educativos e sentimentais contidos no embalo
dos sons e nas palavras belas das letras.
Cresci, casei e, de repente, tinha 5 filhos pequenos para criar e
educar. Recorri à música para fazê-los dormir, para canalizar sadiamente suas
energias e para dar leveza aos momentos
mais conflitivos e exacerbados.
Durante muito tempo os eventos
religiosos eram espaços onde liberava meus anseios e sentimentos, nas canções
comunitárias nos encontros e nas igrejas que frequentava.
Houve um momento em que a música brotava entre lágrimas e soluços,
forçada pela necessidade de atender às
necessidades de um ser pequenino, e servia ainda para aliviar as tensões e a dor.
A música na minha vida nasceu no silêncio, cresceu na simplicidade,
sobreviveu nas dores e mantém sua magia me impulsionando para dar vazão aos
sentimentos através do canto.
Com o passar do tempo ela criou força
e se revela na alegria da caminhada
e na gratidão a Deus pelo
milagre do amor que dá sentido a tudo que nos rodeia.
Canto para expressar com toda a força minha gratidão a Deus pela vida, e
para soltar a energia existente dentro de mim, que ainda teima em se espalhar
pela imensidão do universo.
MUNDOS PARALELOS (Hélio Cervelin, 09 Jul 2019)
Autor: Hélio Cervelin
Escrevo
porque recebo dos céus
A
inspiração clara que necessito
Luz da
energia do espaço sideral
Para
fazer do meu verso o mais bonito
Poetas,
inspirados artistas, líricos cantores
Abençoados
com a grande sintonia
Embriagam-se
de sonatas e louvores
Para
alcançar a mais linda melodia
O ato
de amar nos inspira mais e mais
E ao pensar
em ti esse amor me fortalece
E os
cânticos jorram em cascatas, turbilhões
Quando
cai a tarde ou quando dia amanhece
Feliz é
aquele que tem olhos para ver
Que a natureza
canta e resplandece sem cessar
Põe-se então
o poeta a escrever
Tecendo
rimas, fazendo cantigas ao luar
De onde
virá tão profunda inspiração
Tantos sussurros
de paixão, sublime loucura
Tantos
poemas do mais intenso amor
E as
tão copiosas lágrimas de ternura?
Escrever,
amar, rir, chorar e cantar
É a
minha sina neste lapso de vivência
Saio de
mim, para me encontrar contigo
Na eterna
busca da perene imanência
Ser
feliz, triste, sereno ou desesperado
Nesta
nostalgia que comove o meu ser?
Há
momentos em que é impossível afirmar
Se o
melhor é ficar, partir, viver ou morrer
Como
será o amor nesses recantos
De
estrelas cintilantes e universos sem fim?
Quero
sentir de todos a mais pura essência
E lhes
imploro, não deixem de esperar por mim.
domingo, 30 de junho de 2019
CULTURA DA VIDA (Áurea Wolff)

Autora: Áurea Wolff
Lendo o Antigo testamento e os Evangelhos,
consigo entender a dimensão da reviravolta no olhar do mundo para o sentido da existência, há dois mil
anos.
O Antigo Testamento mostra a busca do homem
para organizar-se e elaborar leis que
facilitassem a convivência entre as pessoas e os povos, através dos elementos
brutos que a natureza oferece, guiados pela crença em um poder superior.
Estas leis visam a orientar e dar caminho para
os seres humanos, no sentido de sobreviver
aos revezes dos rudimentares costumes e conhecimentos da
época. Era o homem procurando enfrentar os desafios da precariedade do momento.
Eram leis para penalizar o infrator, desde
pequenos castigos a até mesmo com a
morte. Para a proteção à saúde, regras para afastar os contágios, possíveis
causadores de doenças, assim como o
jejum, capaz de aliviar as tensões físicas, a abstenção de certos alimentos, e ainda
oferecer espaço para a reflexão e o silêncio interior. Nas guerras para defesa
de seu território o prêmio eram os
despojos para o vencedor.
Os Dez Mandamentos abrem uma visão mais
clara no cumprimento das leis, de como
deve ser o comportamento do ser humano para conviver em comunidade, necessidade
essencial de todos.
Pinçando os dez mandamentos do sentido
religioso, estas leis são os fundamentos da justiça universal.
Só o primeiro mandamento manda amar a Deus:
1º
Amar a Deus sobre todas as coisas
O segundo, o terceiro e o quarto mandamento,
mandam Respeitar:
2º Não
jurar seu Santo Nome em vão - respeitar
a fé e as crenças;
3º Guardar
domingos e festas de guarda – respeitar o limite do seu corpo e de sua mente;
4º
Honrar pai e mãe - respeitar os pais que o trouxeram ao mundo;
Os outros seis mandamentos são as Determinações
proibindo atos que prejudiquem as outras pessoas:
5º
Não matar;
6º
Não pecar contra a castidade;
7º
Não roubar;
8º
Não levantar falso testemunho;
9º
Não desejar a mulher do próximo;
10º
Não cobiçar as coisas alheias.
Jesus chegou e disse: eu não vim para abolir as
leis. Eu vim ensinar algo mais que as leis. Eu vim ensinar o amor. O meu jugo é
leve. Viver o amor é leve, traz paz e alegria.
Ele nos mostra a essência da vida. Ele não só ensinou o amor, mas viveu este
amor: esteve ao lado dos que sofriam, dos marginalizados, dos doentes; curou e
teve misericórdia com todos, e ainda perdoou seus algozes.
Ao aprofundarmos a análise de alguns
mandamentos podemos tem uma melhor noção da sua amplitude social, conforme
veremos, a seguir.
5º E acrescenta ao quinto mandamento: a lei é não matar - Não
matar é o cumprimento da lei.
O amor é dar vida:
acolher, perdoar, sorrir, valorizar, abraçar, cumprimentar, escutar.
6º Não pecar contra a castidade é a lei. O
amor é valorizar a si mesmo e aos demais na sua sexualidade.
7º Não roubar é a lei. O amor é ser honesto consigo mesmo e com os outros. É
dividir, desapegar- se,
pagar o que se deve, pagar com justiça o trabalho de quem serve.
8º Não levantar falso testemunho é a lei. O amor é
falar a verdade, é assumir a
responsabilidade pelos seus atos.
9º Não desejar a mulher do próximo é a lei.
10º Não desejar as coisas alheias é a lei. O amor é agradecer pelo que
se tem e pelo que se é.
Antes de
morrer, Jesus deixou seu corpo e seu sangue na Eucaristia. Deixou-se do
modo mais
humano entre Ele e nós. O corpo e o sangue. E na Eucaristia deixou
sua alma. Na sua vida deixou o amor; na Eucaristia deixou sua alma.
Deixando-nos, assim, a CULTURA DA VIDA.
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