sábado, 11 de novembro de 2023

LÁGRIMAS DE PRINCESA (para Valéria) Hélio Cervelin (10 nov. 2023)

  






 

Autor: Hélio Cervelin


Seus olhos verdes me dizem  

Que você não é feliz 

Decepções amorosas forjaram copiosas lágrimas 

Por alguém que você muito quis 

 

Promessas não cumpridas, frustraram o seu ser 

O amor que tudo prometeu, nada lhe concedeu 

E fez o seu coração muito sofrer 

Seu rosto lindo, marcado pelo sofrimento evidente 

Demonstra o quanto foi triste o desengano presente 

  

Um falso amante, que lhe fez promessas vis 

Sabendo que não iria cumpri-las jamais 

E nem se preocupou em te fazer feliz 

Retirando de vez a sua paz 

 

Uma tão linda mulher, que não foi valorizada 

Depois de tanto amar, encontra-se abandonada 

O destino foi mais traiçoeiro 

Te fez ver um maravilhoso príncipe encantado 

Quando todos percebiam ao seu redor 

Que era um sapo mal disfarçado 

 

Eu te amo e jamais te deixarei sozinha 

Você conhece o meu amor sufocado 

Esperando uma segunda chance 

Estarei para sempre ao seu lado. 

 

sexta-feira, 20 de outubro de 2023

AMOR E CUMPLICIDADE (para Pollyana) Hélio Cervelin (19 out 2023)

 










 Autor: Hélio Cervelin


Tão convencida você estava de que me amava demais

Mais até do que acreditava que eu merecia 

Considerando-se em ampla desvantagem 

Ao me conceder muito em troca do pouco que de mim recebia 

 

E assim você foi se contendo nas atitudes 

Se resguardando de ceder um carinho “imerecido” 

E aos poucos foi se fechando em si mesma 

Enquanto eu, do lado de cá, me sentia desiludido 

 

Você foi regulando as suas melhores atitudes 

Dando lugar a atos neutros, contidos e controlados 

Isso tudo foi minando nosso amor 

Até nos sentirmos um pelo outro desprezados 

 

As queixas de ambos foram então se agravando 

A mudança de atitudes ficou em segundo plano 

Sem reagir, começamos a acusar um ao outro 

Faltou humildade pra reconhecer o triste engano 

 

Ser amado pelo outro, todo mundo o deseja 

Mas amar de verdade, poucos o sabem fazer 

À primeira contrariedade, muitos amantes choram 

Sentem-se desprezados e pedem logo pra morrer 

 

Quanta fraqueza, quanta falta de coragem! 

A humanidade está no frio, no relento 

Não tem mais fibra pra defender seus ideais 

De tanto se omitir perdeu até o argumento 

 

Está envolta num véu de frivolidade 

Quer conquistar o amor na base da beleza retocada 

Não vai à luta pra conquistar uma pessoa verdadeira 

Alguém que tenha sua essência burilada 

 

Nos verdadeiros sentimentos de amizade 

No bem-querer de ternura e compaixão 

Deixando de lado o vazio das imagens frias 

E buscando o amor do fundo do coração 

 

Amor verdadeiro, que dure para sempre 

Amor de mãe, de filho, de amigo de verdade 

Amor parceiro, de namorados e amantes 

Amor sincero, de ternura e cumplicidade.