terça-feira, 8 de outubro de 2024

POETAS DE UM MUNDO MELHOR (Versão revisada) (Hélio Cervelin, 08 out 2024).







 Autor: Hélio Cervelin



Escrever é uma atividade que me realiza.  

Ao transpor para o papel os pensamentos e sentimentos, as ideias que surgem não sei de onde, me sinto um creador. (*) .  

Sinto-me feliz quando consigo escrever ideias inspiradas, frases belas e poéticas, algo que só se consegue fazer em momentos especiais. São momentos em que aproveito para extravasar sentimentos improváveis de externar sem ferir suscetibilidades, justamente porque, em muitas das vezes, a inspiração surge de atitudes que percebemos como inadequadas de amigos, familiares ou pessoas de nosso convívio, os quais acabam nos servindo de elemento inicial para propor nossas ideias. O resultado pode apresentar-se como uma obra elogiosa, positiva, ou surgir como uma peça crítica. 

Muitos poemas os escrevi inspirado na beleza, doçura ou delicadeza de uma determinada pessoa ou de uma situação. Assim como atitudes ríspidas ou de impaciência já me inspiraram a produzir textos, tendo como base as atitudes que desaprovei. A observação das pessoas com as quais interagimos acabam se transformando em nossa matéria prima, nossa massa de amalgamar novas creações. 

Inspiram-me, também, a chamada finitude humana, ideia confrontada pelos crentes na vida após a vida, grupo este no qual considero-me esperançosamente incluído. 

Contraria-me a ideia do FIM, final ou Finitude quando o assunto é a nossa vivência, a vida humana, a longevidade. Prefiro pensar na perenidade. Não da matéria em si, mas da Força Estranha, a energia ainda pouco conhecida, que não consegue perecer. Adoro a palavra perenidade. “Perene como a relva”; perene como o amor de um pai pelo seu filho! 

Existem textos e poemas maravilhosos, inspirados, assentados sobre belíssimas construções escritas, as quais são admiradas ao longo do tempo sem perder seu encanto, cantadas em prosa e verso, e atravessando gerações. 

Poetas existem muitos!   

Desde os cozinheiros que cream um prato delicioso; a dona de casa que arruma sua casa com perfeição e beleza; o carpinteiro ou o marceneiro que constroem belas obras de arte; os professores que elaboram aulas magistrais; os teatrólogos que escrevem textos fenomenais; oradores, detentores de retóricas irretocáveis; líderes religiosos que sensibilizam plateias sem fim... Inúmeros são os poetas que se dedicam a tornar o mundo melhor e mais prazeroso.  

Sejamos todos nós, cada um na sua especialidade, os poetas de um mundo melhor, pleno e feliz! Mesmo que tenhamos a certeza de que a felicidade não mora aqui. 

(*) O inspirado filósofo catarinense Huberto Rhoden prefere chamar de “creação a tudo o que se resume a atos inspirados, diferentemente do agricultor que faz criação de suínos, aves e outros animais. 



sábado, 21 de setembro de 2024

QUEM SOMOS? (APRESENTAÇÃO)

GRUPO NÁUFRAGOS LITERÁRIOS FLORIPA (OUT-2017)

Era uma vez um grupo de marinheiros de primeira viagem que se reuniu para fazer uma incursão marítima, praticamente sem nada conhecer dos mares literários.

Eis que todos se engajaram nas primeiras lições passadas pelo comandante, o qual incentivou a todos a navegarem firmes as águas da criação.

Aos poucos, esse grupo de grumetes, em número de quinze, começou a sentir-se estimulado a velejar, e já havia aprendido a obedecer às ordens, conseguindo realizar várias tarefas primárias em alto mar. Realizava a manutenção dos equipamentos, providenciava os suprimentos necessários, bem como atuava diariamente para elevar o moral do grupo, o qual era muito unido. A ideia era dar uma volta completa ao planeta Terra, singrando os mares, enquanto assimilavam novos conhecimentos.

Durante a viagem, após uma terrível tempestade, o grupo se deu conta de que o barco estava à deriva e sem comando. Passada a perplexidade, constaram que estavam diante de duas opções: entregar-se ao naufrágio e perecer, ou somar seus esforços e aptidões individuais para sobreviver e concretizar seu sonho.

Assim, o barco, que estava à deriva, mediante o esforço de todos foi controlado, navegou um pouco mais até encalhar em uma ilha chamada ACOJAR.

E esses NÁUFRAGOS LITERÁRIOS começaram então a reparar as avarias da embarcação, utilizando-se das técnicas aprendidas até aqui. 

Após executados os reparos necessários, nosso compromisso é lançá-lo novamente ao mar, desta vez sob nosso próprio comando, seguir em frente e completar a volta ao mundo que havia sido proposta, produzindo muitas obras literárias, criativas e inspiradoras.

Venha conosco! Construamos juntos um mundo mais fraterno e mais lúdico através das letras!

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

PARTE DO TODO (Hélio Cervelin, 19 set 2024)

 

 


Autor: Hélio Cervelin


Choro porque sinto saudades 

De algo que não sei explicar 

Sofro por sentir tanta vontade 

De ir, de não ir, de não ficar 

 

Para onde iria, eu não sei 

Só sei que desejo ir 

Sinto saudades de lá 

Vou sentir saudades daqui 

 

Quero ocupar os espaços 

Estar em todo lugar 

Quero ser amado sempre 

E nunca deixar de amar 

 

Sinto que o espaço é vazio 

E deseja ser preenchido 

Com novas ideias pulsantes 

Que aprendi tendo vivido 

 

Você faz parte de mim 

Eu sou parte de você 

Todos formamos um todo 

Um todo que jamais vai morrer. 

 

quarta-feira, 18 de setembro de 2024

RELANÇAMENTO DA COLETÂNEA ENCONTROS & DESENCONTROS - CONVITE

 





O Grupo Náufragos Literários Floripa convida você e seus amigos a prestigiarem o RELANÇAMENTO de sua coletânea ENCONTROS & DESENCONTROS, que acontecerá no próximo dia 13 de outubro de 2024, ás 15h, Rua Padre Lourenço Rodrigues de Andrade,650, em Santo Antonio de Lisboa,  na Livraria Latinas,  ao lado da sede do bloco carnavalesco Baiacu de Alguém. A coletânea terá desconto especial, num ambiente de muita literatura. Contamos com você!