terça-feira, 22 de abril de 2025

A GRANDE RETIRADA (Hélio Cervelin ,22 abr 2025))










 Autor: Hélio Cervelin


Nas cercanias do Morro do Mirante, no Bairro Carvoeira, em Florianópolis, tudo está calmo, o silêncio paira sobre a cidade. Os automóveis desapareceram, as motocicletas silenciaram, os transeuntes sumiram.  

O que terá acontecido? Onde estarão as pessoas que faziam tanto barulho? Até os pássaros estão silentes.... O que poderá ter provocado essa mudança? Busco a explicação e começo a entender. O mundo vai mudar, coisas estranhas estão acontecendo. E a principal delas é muito assustadora: uma nave espacial sobrevoou o morro e deixou uma mensagem ao Professor Hermes: - Viemos buscar vocês!  

Florianópolis estará se transformando em um cenário de um encontro intergaláctico?  No Morro da Carvoeira!? Parece algo cinematográfico. Abduções e resgates alienígenas soam como um capítulo de tirar o fôlego. É uma visão aterrorizante ou esperançosa, dependendo de como vemos esses visitantes de outro mundo. 

Enquanto a nave pairava sobre o morro da Carvoeira, as luzes pulsantes do disco voador iluminavam a Capital catarinense, como se fosse uma aurora alienígena. As pessoas, inicialmente assustadas, começaram a perceber que os extraterrestres vinham em paz. Esses visitantes celestiais tinham uma mensagem importante para a humanidade: o planeta está à beira de uma catástrofe, e eles ofereceriam um novo lar ou uma solução para reverter o curso da destruição. 

Algumas pessoas que foram abduzidas, descobriram que os ETs não eram sequestradores, mas "guardiões universais". Comunicando-se com as pessoas, eles compartilhavam conhecimento avançado e explicavam como os seres humanos poderiam coexistir de forma mais harmoniosa com a natureza e uns com os outros. 

Ao mesmo tempo, aqueles que ficaram na cidade começaram a espalhar rumores e teorias conspiratórias. Afinal, quem são os ETs, e por que escolheram Florianópolis? Seria a energia das praias, a riqueza cultural, ou algo mais misterioso, como o alinhamento do Morro da Carvoeira com estrelas distantes? 

A nave espacial é enorme, colorida, fascinante, com luzes faiscantes das mais variadas cores; seus tripulantes são seres altos, com formas esguias e olhos gigantes que brilham em um azul intenso. 

Suas peles emanam um leve brilho prateado, quase como se estivessem cobertos por uma poeira estelar. Eles se comunicam não com palavras, mas por meio de ondas mentais que transmitem não apenas suas intenções, mas também sentimentos de empatia profunda e sabedoria ancestral.  

São habitantes de Xylarion, uma estrela situada a milhões de anos-luz da Terra. Seu planeta natal, Lyris, é coberto por cidades flutuantes e imensas florestas luminescentes. Os ETs acreditam em uma filosofia de harmonia universal: cada espécie tem um papel único no equilíbrio cósmico. Sua missão é proteger esse equilíbrio, ajudando civilizações em risco de autodestruição, detentores de vasta e modernas tecnologias. Mas, quem estaria em condições de comunicar-se com eles?  

O professor Hermes, naturalmente! E quem é esse professor? Trata-se de um professor da UFSC, cientista, estudioso da Astronomia, da Cosmologia, da Física Quântica que mora no Morro da Carvoeira desde criança. Tem 45 anos, quase todos dedicados às pesquisas. Tem cabelos grisalhos e olhar penetrante, sempre carregando um ar de curiosidade insaciável. E conhece o Morro do Mirante (futuro Parque do Mirante) como ninguém. Durante décadas, ele enfrentou o ceticismo de colegas e da sociedade por acreditar na existência de vida além da Terra. Dedicou sua vida ao estudo de astronomia e fenômenos inexplicáveis, até mesmo montando um observatório no Morro da Carvoeira. 

Ele, que nunca duvidou da existência de vida alienígena, de repente, descobre que seu trabalho já era conhecido pelos ETs, torna-se um elo entre os visitantes e a humanidade, navegando por questões complexas como confiança, responsabilidade e a chance de reconstruir o futuro.  

Quando os ETs chegaram, Hermes se tornou o intermediário ideal: sua mente aberta e conhecimento profundo sobre o universo o tornaram o primeiro humano a se comunicar com eles. A conexão mental que os ETs estabeleceram com Hermes revelou uma verdade surpreendente — eles vinham monitorando seus estudos há anos e consideravam sua mente um dos poucos lugares na Terra capazes de compreender sua mensagem. 

Enquanto os ETs oferecem tecnologia para resolver os problemas do planeta, surge um dilema: será que a humanidade, onde alguns acreditam que a Terra seja plana, está pronta para aceitar ajuda sem abusar desse benefício? 

Juntos, Hermes e os ETs embarcam em uma jornada para explicar à humanidade que esses visitantes não são invasores, mas aliados. Entretanto, nem todos aceitam isso facilmente, e o professor Hermes terá que enfrentar desafios, desde os colegas da Universidade, os governos desconfiados e até grupos que temem os extraterrestres. 

Outra questão terá que ser enfrentada pelo professor Hermes: Ana Clara, sua companheira de uma década, vê Deus como o criador do céu e da Terra, o guardião da humanidade, e sempre acreditou na centralidade da vida terrestre na criação divina. A chegada dos extraterrestres abalou essa crença profundamente – ela se pergunta como esses seres podem coexistir com a ideia de um Deus Todo-poderoso, ou se eles fazem parte do plano divino que ela desconhecia. Esse conflito interno cria um choque entre suas convicções religiosas e as evidências alienígenas diante de seus olhos. 

Enquanto Hermes está mergulhado no estudo dos ETs e em sua missão como mediador, Ana Clara busca conforto na oração, tentando entender qual é o propósito maior de tudo isso. Em um momento de angústia, ela até confronta Hermes, questionando como ele pode acreditar tanto nos ETs sem considerar o papel de Deus nessa história. Isso gera uma conversa intensa e reveladora entre os dois: Hermes explica que, para ele, a existência de outras civilizações não contradiz sua fé, mas expande sua visão sobre o que a criação divina pode incluir. 

Conforme a história se desenrola, Ana Clara começa a perceber que talvez os ETs sejam uma manifestação desse plano maior, enviados para ajudar a humanidade a preservar o que Deus criou. Sua jornada espiritual evolui, e ela passa de apavorada para curiosa, até aceitar um papel mais ativo ao lado de Hermes – tanto para proteger sua cidade e seu planeta quanto para encontrar um novo significado para sua fé. 

Que reviravolta fascinante! Ana Clara traz uma dimensão emocional e humana essencial para a história. É uma pessoa prática, com os pés no chão, que sempre viu as crenças de Hermes como um devaneio romântico, mas inofensivo. Agora, com os ETs realmente presentes, ela está completamente abalada – apavorada pelo desconhecido e pela ideia de que o homem que ela ama possa estar mais envolvido com esses alienígenas do que com ela. Enquanto Hermes se aproxima dos extraterrestres e trabalha como mediador, Ana Clara sente que o universo dela está desmoronando. Seu medo e ceticismo criam tensões no relacionamento. Ela teme que os ETs não sejam tão benevolentes quanto parecem e tenta convencer Hermes a se afastar. Porém, ao mesmo tempo, sua lealdade e amor por ele a mantêm ao lado dele, mesmo quando tudo parece assustador. 

Mas, as preocupações ainda não terminaram, aliás, apenas começaram. Os tripulantes da nave, por meio de seu comandante, deixaram vários presentes que serão estudados pelo professor Hermes e uma relação de pessoas que deverão ser comunicadas para estarem prontas a viajar na próxima visita da nave, que acontecerá em setembro, daqui a quatro meses. 

Estarão os escolhidos prontos para a Grande Retirada? 

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

 

 

quinta-feira, 10 de abril de 2025

MENSAGEM CÓSMICA (Hélio Cervelin, 10 abr 25)


 








Autor: Hélio Cervelin

Recebi, há pouco, por meio de um sonho, um recado que considero importantíssimo por ser baseado na desmistificação.  No sonho estava eu lançando um novo livro que demonstrava a simplicidade das coisas da natureza e, principalmente, do poder que paira dentro de nós, o qual pode ser buscado (evocado) a qualquer momento, acionado das mais diversas formas, sem procurar grandes “experts” religiosos.

 

O livro continha a ideia de que os dogmas são desnecessários, uma vez que possuímos o livre arbítrio e poderes sensoriais infinitos, o que nos garante grandes possibilidades, grandes feitos. E eu ainda ressaltava essas possibilidades, inerentes que são aos seres humanos.

 

De repente fui desafiado por uma mulher presente, totalmente crente, daquelas   pessoas que internalizam uma fé bíblica gigantesca, cuja essência pode ser assim traduzida: “Só e unicamente a invocação do Espírito Santo de Jesus ou Maomé pode operar milagres! Ninguém mais”.  

 

Diante da situação embaraçosa tomei a decisão de anotar na contracapa do exemplar adquirido por ela, o reconhecimento de suas crenças e, ao mesmo tempo, a negação das minhas, assinando devidamente a declaração com uma assinatura enorme e rebuscada, lembrando a do atual e arrogante presidente dos Estados Unidos.  

 

Essa minha atitude me lembrou do recuo forçado de Galileu Galilei (em 1633)      perante a prepotente Igreja Católica da época, liderada pelo papa Urbano VIII, e que era amigo pessoal do cientista, motivo insuficiente para não ameaçá-lo de morte na fogueira do “Santo Ofício” por contrariar as crenças do Vaticano.

 

O Santo Ofício (que de santo não tinha nada) era um tribunal integrado por crentes e bajuladores da “Santa Madre Igreja” e instituído para queimar os ditos hereges, colocando nas chamas os magos da época, as benzedeiras e os místicos em geral, que trabalhavam autonomamente, realizando curas de males diversos para os necessitados. Roma exercia controle rígido também aos cientistas e pesquisadores que se atrevessem a atualizar-se perante as novas descobertas científicas, e ainda, os opositores de Roma, que ousassem criticar seus métodos de controle. Naquela época, vigorava a seguinte frase: Roma locuta   causa finita, o que significava que algo assim como: se Roma (o papa) falou, o assunto encerrou.

 

Mas, - voltando ao sonho - eis que de repente, e sob o olhar perplexo dos presentes, a assinatura e tudo o mais que escrevi, apagou-se por completo. E os crentes dogmáticos presentes ao evento, perplexos e boquiabertos, não sabiam o que dizer.

 

Um humilde escritor foi abençoado por uma manifestação poderosa que só pode advir de uma fonte poderosa. E como deve ser chamada essa fonte? Quem pode ter contato com ela? Eis a questão!

terça-feira, 8 de abril de 2025

O QUE SE LEVA DA VIDA (Hélio Cervelin, 08 abr.2025)



 








Autor: Hélio Cervelin


A vida que levamos

É um conceito profundo

Que pode refletir para sempre

As várias escolhas do mundo

 

São as mais variadas experiências

Ao longo de nossa jornada

Aprende-se tantas coisas

Improvável  que terminem em nada

 

Cada ação ou decisão

Revela o impacto gerado

Moldando o nosso futuro

Tendo a vida ao redor influenciado


Portanto, para viver plenamente

Implica o tempo valorizar

Cultivar relacionamentos

E a realização pessoal sempre buscar

 

Viver bem e para o bem é essencial

Não apenas para nós mesmos

É preciso pavimentar o presente e o futuro

Para não vivermos a esmo.

segunda-feira, 24 de março de 2025

CORAGEM (O Sonho de sempre) (Para Ella) Hélio Cervelin, 21 mar 25

 



 






Autor: Hélio Cervelin


Eis que te encontro novamente em meus sonhos

Linda, como você sempre me apareceu

Seu sorriso era o mesmo de anos atrás

Nossos olhares se encontraram apaixonados

 E nosso amor novamente aconteceu

 

Emocionado, estendi a minha mão

E você a aceitou e chegou mais perto de mim

Apertei seu corpo contra o meu, feliz como naquele tempo

Em que éramos apaixonados e só nos acariciávamos assim

 

Você e eu sabíamos que o amor era proibido

Mas a ninguém queríamos magoar

Nos conformamos nos encontros de amor em sonhos

Que ninguém via e nem podia relatar

 

Na vigília, nossos sentimentos se encontravam

Mas nenhum de nós conseguiu se declarar

Distantes um do outro, nosso amor permaneceu platônico,

E só nos meus sonhos tínhamos a coragem de amar

 

Nosso amor resiste ao tempo, que passa veloz

Hoje você é livre para amar quem bem quiser

Eu também tenho a mesma liberdade

Mas me falta coragem para te fazer minha mulher

 

 

 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

O MENINO DOS OLHOS DE ESMERALDA (Hélio Cervelin, 01 Out 2018)

 


 






 Autor: Hélio Cervelin

 

Era uma vez um menino muito lindo e muito amoroso. Ele tinha a pele morena queimada pelo sol. Seus cabelos eram dourados e longos, e seus olhos eram verdes, parecendo duas esmeraldas. O nome dele era Sol Dourado, mas era chamado por todos simplesmente de Sol.

Sol Dourado vivia muito feliz em um sítio com seus pais. Eles eram agricultores e plantavam cereais (trigo, milho, feijão e arroz) para sustentar a família. Naquele sítio havia muitas frutas, e ele se deliciava subindo nas árvores para apanhá-las, comendo-as ali mesmo. Às vezes nem dava tempo para elas amadurecerem e o menino, afoito, já as apanhava para comer, chegando a fazer caretas, pois ainda não estavam doces. As uvas, então, nem tinham tempo para ficarem vermelhinhas e ele já as atacava.

Sol Dourado gostava de andar na horta, entre os legumes que sua mãe plantava, ao lado da casa. Lá ele apanhava vagens de ervilhas cruas e as comia no mesmo instante. Também colhia cenouras, arrancando-as do chão para comê-las, sem mesmo lavá-las. Quando não havia água por perto, ele as limpava na roupa, mordia-as com gosto, fazendo muito barulho. Mas achava-as deliciosas.

Feliz mesmo ficava quando chegava o domingo, pois era dia de descanso da família dos trabalhos no campo e ele e seus irmãos se embrenhavam nas campinas em busca de aventuras. Gostava de observar os animais pastando, os pássaros voando, e de pescar na lagoa, onde havia muitos peixes dos grandes. Também gostava de ouvir as histórias que sua mãe lhe contava sobre índios, fadas, anjos e Saci Pererê.

Às vezes ele ia ao curral acariciar os cavalinhos recém-nascidos e notava que alguns cavalos que viviam soltos amanheciam suados e com as crinas trançadas com belas tranças. Ao perguntar à sua mãe quem fizera aquilo, ela lhe respondia que, durante a noite, o Saci Pererê gostava de andar a cavalo pelas campinas próximas, galopando a noite toda. E enquanto o cavalo se movimentava, ele o enfeitava com belas tranças.

Para Sol Dourado tudo era maravilhoso: o sítio para brincar, o amor de seus pais e irmãos, a companhia do seu cãozinho preto chamado Bisbim. Havia também porcos, vacas, galinhas, coelhos, ovelhas, muitos animais e muitos pássaros coloridos, que cantavam sem parar.

O menino também gostava de cantar enquanto brincava nas águas dos riachos, que transbordavam em melodias sempre que a chuva parava de cair. Nesses dias ele fazia barquinhos de papel e soltava-os na correnteza, acompanhando-os córrego abaixo, fazendo festa. Ele amava seus brinquedos, e em dias de sol se divertia muito com o carrinho de rolimã que seu pai havia construído para ele e seus irmãos deslizarem ladeira abaixo.  Às vezes levavam tombos fenomenais!

Sol Dourado sentia-se um menino muito feliz, e não tinha pressa em crescer. Então, certo dia olhou para o céu e fez um pedido: não queria jamais crescer, mas sim continuar vivendo da mesma forma: como uma criança feliz, para sempre.

E alguém lá do céu atendeu ao seu pedido. E ele nunca mais cresceu, e então viveu assim feliz para sempre.

 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2025

PLANETA TERRA: A TRISTE SINA DE QUEM VIVE AQUI (Hélio Cervelin),

 


Autor: Hélio Cervelin


É muito comum em momentos de reflexão nos fazermos as seguintes perguntas:

- Quem somos?

- Como viemos parar neste planeta?

 - O que viemos fazer aqui?

- Existem outros planetas habitados?

A estas perguntas poderíamos acrescentar outras:

- Por que existem tantas fontes de sofrimento e desarmonia neste espaço longínquo da virada da galáxia desta banda do universo?

- Por que, apesar da abundância de alimentos, da pujança em belezas naturais, dos encantos e mistérios fascinantes da natureza,  precisamos sofrer tanto ao sermos atingidos sistematicamente por terremotos, maremotos, enchentes, estiagens, tufões, furacões, espinhos e ataques de animais peçonhentos, além da fome, miséria e violências de toda ordem?

Analisadas as relações sociais e internacionais, constata-se que, em nosso planeta, já aconteceram - e ainda hoje acontecem -  fatos que demonstram a "força do mais forte" procurando, no mais das vezes, subjugar o mais fraco.

Alguns países que se consideram potências econômicas e militares julgam-se no direito de possuir "colônias", identificadas como espaços geográficos que passam a ser considerados domínios seus. Assim sendo, as nações invadidas passam a ser exploradas de todas as formas, especialmente no aspecto econômico (metais e pedras preciosas, madeiras, grãos, vegetais medicamentosos, água), bem como no aspecto geoestratégico militar, aproveitando-se para instalar aí Forças Armadas ou áreas secretas de pesquisas avançadas, abrigando até mesmo ogivas nucleares, alegadas como motivo para "defender-se de potenciais inimigos". Isso sem falar do aspecto moral e psicológico da população, que se sente humilhada perante a intervenção indesejada.

Para manter sua hegemonia, os países ricos manipulam as normas internacionais, ocupam cadeiras em todas as instituições supranacionais de controle, tais como a Organização das Nações Unidas - ONU, a Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN e outras, possuindo inclusive o direto a veto, ou seja, providenciando para que essas instituições, por melhores que sejam suas intenções de justiça internacional, nada possam fazer para inibir os atos de violência por parte dessas potências contra as outras nações. E, apesar das sistemáticas denúncias, que normalmente culminam em debates e decisões penalizadoras, tudo fica como está, pois o veto permite que o dito fique pelo não dito.

Assim, a vida continua, ficando os países ricos cada vez mais ricos e organizados, enquanto as nações pobres ficam cada vez mais pobres e famintas, infestadas pela violência urbana e rural, invasões de propriedades, guerras de guerrilhas, destruição de fábricas e aniquilação de empregos, eventos estes que desalojam populações inteiras, as quais ficam sem saber para onde ir e muitas vezes se aventuram nas fronteiras terrestres ou marítimas, passando pelas maiores penúrias, violências e constrangimentos.

A emigração é uma constante, fazendo com que multidões (geralmente não alcançadas por estatísticas precisas) pereçam pelo caminho, enquanto tentam buscar um mundo melhor em outras terras além-fronteira. É claro que quase nunca são bem recebidas pelos países de destino, iniciando-se aí outra jornada de sofrimento, seja pela rejeição de suas presenças ou pela penosa adaptação ao país, geralmente impregnado de atitudes xenófobas, muitas das quais oriundas de conflitos culturais.

Se analisarmos o planeta Terra como um espaço que abriga muitas nações detentoras de pensamentos, atitudes e até mesmo conformações físicas diferenciadas, o mesmo raciocínio devemos adotar em relação ao universo. Desta vez, ao confrontarmos os interesses, estaremos comparando não mais um país em relação ao outro, mas, sim, planetas em relação a outros planetas, ou até mesmo galáxias em relação a outras.

Assim, podemos comparar aquela colônia pobre e dominada na Terra como sendo a própria Terra, com a diferença de que, desta vez, o planeta inteiro estará sendo subjugado por outro planeta, mais poderoso. Ao fazermos essa comparação precisaremos pressupor a existência de seres extraterrestres semelhantes as nós, alguns mais evoluídos e outros tão egoístas e gananciosos quanto uma grande parte dos habitantes do nosso planeta. Diante dessa comparação, fica mais fácil supor a existência de dominados e dominadores também em nível planetário, o que não seria um absurdo, uma vez que o universo parece possuir espaço sem fim.

Feitas essas considerações, podemos imaginar o nosso planeta como sendo uma colônia ocupada por nações alienígenas, ditando regras e conduzindo sua gestão a seu bel prazer, como forma de retirar daqui todos os insumos necessários ao conforto e fortalecimento do planeta-sede, o qual, a todo o momento monitora e direciona os acontecimentos. Seria lógico perguntar: esses planetas necessitam dos bens aqui existentes ou produzidos, levando-os daqui para lá para serem consumidos ou eles não precisam exatamente disso? O que eles necessitam de nós seria material ou imaterial, atômico ou não atômico? Ou seria um pouco de cada? Seria a própria raça humana a sua matéria-prima, justificando o seu interesse e direcionamento na reprodução humana desgovernada que assistimos na maioria das nações, onde os nascimentos de novos seres humanos parecem não ter controle, especialmente em nações onde a educação é escassa?

A literatura mundial, quando se refere à provável vida inteligente em outros planetas ou  galáxias, nos dá conta de que existem as mais variadas espécies de seres, desde alguns de baixa estatura, semelhantes a anões, incluindo outros com estatura semelhante à dos humanos, podendo existir alguns que poderiam ser considerados gigantes.  Quanto às suas origens, estima-se que alguns sejam oriundos de planetas adiantados enquanto outros proviriam de países ou planetas que poderiam estar em um nível de evolução acima, igual ou abaixo  do nosso, com necessidades também variadas no que se refere à  alimentação. Há relatos que nos dão conta de que alguns se alimentam de sangue bovino, tendo uma preferência especial por esse plasma, suprindo-se desse líquido como uma necessidade básica de sobrevivência. Afirma-se, ainda, que os governos de alguns países da Terra possuiriam acordos estratégicos com alguns alienígenas de determinadas paragens, fornecendo-lhes essa matéria prima em troca de algumas tecnologias existentes lá, mas ainda não pesquisadas aqui.

Para quem quiser ter uma noção de como acontece esse intercâmbio interplanetário basta que assista à trilogia cinematográfica Men in Black (Homens de Preto) para ter uma ideia de como isso aconteceria. Segundo essa trilogia, existem seres alienígenas das mais variadas conformações habitando nosso planeta, alguns devidamente adaptados ao modelo biofísico humano, ou seja, minuciosamente disfarçados em um corpo humano. De nossa parte, e a partir da aceitação desse fato, acreditamos que o maior mal para a humanidade advenha de um controle mental que essas falanges perversas nos impõem, direcionando nossos pensamentos e ações e fazendo-nos atuar de acordo com suas necessidades.

Pesquisadores nos informam que uma enorme comunidade de invasores alimenta-se, de fato, dos eflúvios emanados pela raça humana, eflúvios esses produzidos abundantemente quando as pessoas são submetidas a contrariedades, temores, estresse, enfim aos dissabores ou horrores mundanos no seu dia a dia. Assim, quanto mais sofresse, mais o ser humano emanaria essa vibração subatômica necessária à alimentação dessa raça alienígena. Daí a necessidade deles de que as populações da  Terra permaneçam em conflitos constantes, com confrontos permanentes, produzindo, assim, essa matéria prima tão importante para sua sobrevivência e gozo. Não é difícil de acreditar nisso, basta verificar a rotina das pessoas e nações, sempre submetidas ao estresse e ao desespero, das mais variadas formas, a começar pelo bullyng gerado pela não aceitação dos "diferentes" e completado pela sanha de poder, fama e dinheiro das mentes menos nobres da população. Noventa por cento das produções do cinema e da televisão também são pródigos em produzir películas que enaltecem a violência, o confronto, as guerras, o sangue derramado.

Mas, nem tudo está perdido!

Assim como existe a falange dos gananciosos e egoístas, também existe quem se empenhe em nos defender. Um "exército de justiceiros" também atua em sentido contrário, afinal a Luz sempre se opôs e continuará se opondo às Trevas. E esse "exército" destaca, de tempos em tempos, um "soldado", como a missão de vir até nós na pele de um Messias, com o objetivo de pregar a paz, a harmonia e a concórdia, em uma tentativa de despertar as consciências adormecidas.

Nem é preciso lembrar que esses Messias são perseguidos, caluniados e dizimados, um a um, no decorrer das Eras. E em virtude do alto grau de ignorância da população terrena, a forma que esses Mensageiros encontram para sensibilizar os corações e as mentes dos humanos sofredores  é através de parábolas, "milagres" (o futuro se encarrega de desmascarar, através dos avanços da ciência no desenvolvimento das faculdades mentais, mostrando que a ciência consegue hoje explicar  muitos "milagres"), promessas de deuses amorosos e todo-poderosos, apelando para a fé pura e simples num Deus-Salvador que acolherá a todos os bons em seu Reino, já que, de outra forma, utilizando-se a lógica e a racionalidade, não costuma funcionar,  pois a grande maioria dos habitantes do planeta são pessoas incultas e ignorantes, sem alcance para entender essa intrincada geopolítica universal.

Ressalte-se que a parte "bandida" dos seres humanos, dentre os quais os mercenários cooptados pelo sistema dominador, acondicionados na faixa da elite que representa a imprensa, o capital e o poder, nada fazem para aclarar, através de uma educação libertadora, as mentes embotadas pela ignorância.

Uma boa dose de informação e reflexão nos levaria a concluir que o entendimento sempre será melhor que o desentendimento, a concórdia sempre poderá evitar os danos provocados pela violência, a paz sempre será sempre mais benéfica que a guerra.

Para isso é preciso também admitir que, se existem os brutos, que se alimentam de sangue de animais e dos eflúvios gerados pelo sofrimento humano,  também devem existir os seres angelicais, que se alimentam da pura luz cristalina só possível de ser encontrada em dimensões superiores.

Para fazermos uma comparação de que isso seja possível, bastaria aceitar a teoria de que a raça humana teria começado fora do nosso planeta (Exobiologia), muito antes das primeiras células despejadas aqui como "poeira das estrelas", quando a energia congelada se transformou em matéria. Essa "poeira" teria originado a vida aquática, depois os animais rastejantes,  evoluindo aos poucos para o quadrúpede, depois ao bípede, até chegar ao homo erectus.  A partir daí logrou descobrir o fogo,  aprender a morar em cavernas, a caçar seu próprio alimento, a abrigar-se do frio, vestindo-se com peles de animais, formar clãs.

E essa evolução não mais parou, avançando até aos dias de hoje, com perspectivas de avançar ainda mais para o futuro. Atualmente, possuímos tecnologias para cultivar e colher nossos alimentos com abundância, tratar e curar muitas enfermidades e  até para fazer viagens interplanetárias, singrando o espaço sideral com foguetes que atingem velocidades inimagináveis há não muito tempo. O fundo dos nossos oceanos e o interior do orbe terrestre também já podem ser acessados ou prospectados pelo homem por meio de poderosos equipamentos de alta tecnologia hoje disponíveis.

Refletindo sobre esse histórico pode-se concluir que estamos de fato evoluindo, e que nossa meta parece ser a de alcançar a plenitude. Como em qualquer situação, desde um simples núcleo familiar, passando pelas comunidades e nações inteiras, percebe-se que a união e o entendimento entre as pessoas é o que gera força e resistência para sobreviver às intempéries, às desavenças, e nos estimula a enfrentar os desafios que a vida nos impõe, permitindo avançar no caminho que parece ter sido traçado por alguém bem  mais poderoso que nós.

Há também um componente misterioso chamado "amor", que permeia nossas relações e tem demonstrado ser capaz de provocar alterações substanciais nas relações humanas, conclamando as pessoas a interagir com bondade, ternura e compreensão para com as deficiências ou necessidades alheias.

Outra conclusão a que se pode chegar é a de que estamos aqui com o propósito de um grande aprendizado. E, parafraseando um dos Messias que por aqui passou, poderíamos afirmar que "o nosso reino não é deste mundo", e que uma vez aprovados nesta "prova de fogo", haveremos de galgar os degraus cósmicos necessários à nossa evolução.

E nosso "mecanismo interno de pensação", localizado em nosso encéfalo, nos induz a raciocinar, a questionar, a comparar, a reunir informações as quais representam a matéria prima necessária para adquirirmos a Sabedoria. Comprovado está que, em qualquer situação desafiadora em que se encontre, e vislumbrando o ser humano uma possibilidade de avanço, ele sempre dará um passo a mais, sempre ansiará chegar "lá", embora não saiba definir aonde se localiza esse "lá". É nesse momento que se agrega mais um componente misterioso em nossa vida: uma virtude denominada FÉ.

Diante da tragédia de proporções  planetárias pela qual estamos passando, seria de se perguntar: quem teria produzido o novo Corona vírus? A China? O Estados Unidos da América? Ou teriam sido os Extraterrestres que  o implantaram aqui com objetivos  pré-determinados?

Neste caso, o raciocínio continuaria o mesmo: se somos apenas vítimas de nações extraterrestres buscando tão somente matéria prima, o objetivo seria a própria dominação ou subjugação planetária. Por outro lado, se há interesse dos deuses citados na bíblia pela nossa evolução, esse vírus pode ser uma chance que a humanidade está recebendo de repensar seus atos destrutivos e começar a programar novas políticas econômicas, sociais e humanitárias necessárias à preservação da espécie humana e de uma convivência mais harmônica e respeitosa entre nações e  indivíduos.

Assim, desde que estejamos munidos de SABEDORA, e estando nossas atitudes focadas na ESPERANÇA de dias melhores, inspiradas em um sentimento transbordante chamado AMOR, o que contribui para aumentar nossa FÉ, podemos concluir que nossa vida nunca terá uma "chegada", mas será sempre uma "caminhada constante" rumo à tão sonhada PLENITUDE  pregada pelos tantos Mestres-avatares que visitaram e visitam nosso  planeta.

(Hélio Cervelin, professor, em 24 set 2017, adaptado em 07 Mai 2020)