Este blog foi criado para postagem de textos literários da lavra de seus membros, a maioria deles principiantes. Nosso objetivo é alcançar as comunidades que fazem da literatura um ato de prazer, estimulando o hábito da leitura aos nossos visitantes/leitores no Brasil e em outras partes do mundo. Ficamos agradecidos pela sua visita. Seus comentários serão sempre bem-vindos. (vide o texto Apresentação do Grupo, postado em 2017 - outubro)
sexta-feira, 13 de outubro de 2023
NOSSA OBRA PRIMA (Lucila Mônica Fontana)
quinta-feira, 12 de outubro de 2023
RELATO DE UMA ESCRITORA INICIANTE (Elizete Menezes, outubro 2023)
Autora: Elizete Menezes
Venho de uma infância de fantasias, de guardar memórias, mesmo muitas delas não querendo lembrar. Por algum tempo elas foram guardadas todas em uma caixinha. Além de memórias eu também escrevia alguns eventos em diários de adolescente e lá ficaram no esquecimento por alguns anos.
Até um dia eu me deparar fazendo um curso de Oficina de Criação Lliterária.
E comecei a exercitar meus escritos, vieram as recordações de que um dia e já tinha começado.
Então fui abrindo a minha caixinha das memórias e procurar o que eu escrevi naquela época. Encontrei coisas que me fizeram lembrar, que eu já gostava de escrever desde jovenzinha. Relatos de meus dias bons e ruins, de poesias que eu gostava, lá estava tudo, no meu diário.
E no curso de Criação Literária comecei a exercitar minha escrita, com bons amigos, orientadores. Focamos no que gostávamos de fazer: escrever.
Comecemos nossa história.
Editamos nosso primeiro livro "MEMÓRIAS COMPARTILHADAS", em 2017. Mas não parou por aí. Acabou o curso, e nós, os alunos, nos sentimos como náufragos. E veio a ideia de nos encontrarmos para dar continuidade ao que tínhamos começado.
E seguirmos juntos.
Amigos aceitaram esse desafio de continuarmos, então juntamos nossos sonhos e fomos a busca de realizá-los. Criamos um grupo, demos o nome de "NÁUFRAGOS LITERÁRIOS FLORIPA".
E recomeçamos com mais ou menos uns 15 integrante, alguns abandonaram a tripulação, outros entraram e seguimos nossa jornada, por alguns anos. Tínhamos encontros semanais, para produzir nossos textos, como poemas, contos, crônicas e músicas.
Dentre todos os tripulantes, ficamos em dez integrantes, e chegamos a produzir um belo trabalho, resolvemos editar nosso livro,
Escolhemos um nome bem sugestivo: ENCONTROS & DESENCONTROS.
Não tenho palavras para expressar minha alegria, sentimentos de felicidade, de conquista, de realização de um sonho que por algum tempo ficou estagnado, mas não esquecido, por "n" motivos.
Temos muito a escrever e compartilhar. Esse grupo é muito importante, e seus membros são especiais.
Estamos todos felizes. Nossa perseverança foi nossa conquista.
quarta-feira, 4 de outubro de 2023
CENTELHA DIVINA (Hélio Cervelin (*))
Autor: Hélio Cervelin
“O futuro da igreja [Renascer em Cristo] está nas mãos de Deus”.
(Bispa Sônia, líder evangélica; Revista ISTOÉ n.º 2183, página 65, 14 set 2011).
Dar excessiva importância a um Deus-Salvador é, a nosso ver, um equívoco que a esmagadora maioria da humanidade comete, inclusive os seus denominados "líderes" ou "pastores", como essa senhora citada, acima. A bem da verdade, são eles que nos ensinam assim.
Partimos do pressuposto de que Deus, "essa força descomunal, desconhecida e sem forma definida", não pode ser responsabilizado por todas as mazelas que nos cercam neste planeta. Da forma como é imaginado, esse ser "todo-poderoso, criador do Céu e da Terra e de todas as coisas que existem", tem muito mais a fazer em um Universo tão grandioso e fenomenal em que estamos inseridos, o qual a ciência nos apresenta cada dia mais complexo, compilando informações sistemáticas e atualizadas sobre ele.
Perante um histórico de escândalos e falhas generalizadas, poder-se-ia afirmar, com toda a convicção, que quem provocou a decadência da citada igreja não foi Deus, mas, sim, a má gestão a ela aplicada, através da ganância e de outras atitudes equivocadas de seus dirigentes, fartamente divulgadas pela imprensa há pouco tempo. E este equívoco de se atribuir tudo à “vontade de Deus” transparece no momento em que nos "esquecemos" ou desconhecemos a vastidão do Universo e de como funcionam seus mecanismos, e corremos - apressadamente - em busca de alguém a quem responsabilizar pelos nossos fracassos.
Em relação à grandeza do Universo - que alguns cientistas preferem denominar "indefinido" em vez de "infinito" ou "sem fim" - o Brasil, apesar de toda a sua grandiosidade e extensão, comparativamente ao Universo, equivaleria a um minúsculo pontinho, um habitante, apenas, de um determinado país, digamos da Somália, um país da África. Para simplificar, façamos de conta que o gigantesco Brasil, quando comparado ao Universo inteiro, seria equivalente a uma pessoa, um simples cidadão somali, queimado pelo sol escaldante da África, visto do espaço.
Então imaginemos Deus, com tantos afazeres: comando geral de todas as galáxias; licenciamento de supernaves espaciais; autorizações para projetos de expansão de frotas estelares; autorização para a explosão de planetas atrasados, controle dos soluços solares e vigilância sobre os buracos negros; controle das fronteiras intergalácticas e interplanetárias, dentre outras tantas preocupações, atendo-se a um simples somali, um habitante do interior de um país miserável, localizado no interior de um continente paupérrimo, representado como sendo o Brasil.
Quanto ao nosso planeta como um todo, vejamos quantas coisas mais importantes haveria para tomar o tempo do Criador: numa ordem de preocupação, mais importante que um único somali seria sua aldeia, sua vila, sua cidade, seu estado, seu país e, depois, o Continente Africano. Depois disso, viriam os demais continentes, incluindo todos os seres espalhados pela face da Terra, mais os rios, as florestas, o vento, o sol e a chuva, os vulcões e terremotos, trabalho mais que suficiente para ser realizado. Ou seja, tantas outras galáxias para controlar. Galáxias! Galáxias inteiras!
Para resolver essa grave questão, Deus, que é uma entidade "sapiente, onipresente e onisciente", prevendo essas exigências todas, colocou em cada um de nós uma centelha de Si (que denominarei de "Centelha Divina") para nos ajudar nos momentos em que fosse necessário, proporcionando-nos uma espécie de "carta de alforria cósmica".
A partir dessa providência, Ele, o Todo-Poderoso, estaria sempre presente e, ao mesmo tempo, ausente! Paradoxo! (O criador adora paradoxos! Ele já provou isso em inúmeras de suas criações!)
Assim, Ele resolveria todos os problemas e não se envolveria em nenhum deles, como convém a um bom administrador, através da chamada delegação de competência ou livre-arbítrio, do qual cada um de nós fomos dotados por Ele. E tudo funcionaria às mil maravilhas!
No entanto, não é bem assim que as coisas acontecem, pois parece que em algum momento desses milhares ou milhões de anos de caminhada sobre a Terra, nossa memória foi se apagando aos poucos, e poucos de nós ainda se lembram desse "chip" divino implantado em nós.
Assim, em algum momento, alguém apareceu com uma “brilhante” idéia: “religar-nos” com Ele, fingindo não saber que sempre estivemos unidos ao Pai. Foi daí que surgiu a palavra “religião” (em latim religare), a qual teria o intuito de nos conectar ao Criador.
Ato contínuo, esses "iluminados" se autonomearam representantes de Deus e se intitularam “despachantes do Senhor”, fazendo crer que o Todo-Poderoso é inatingível, senão através deles. Foi desta forma que surgiram os "atravessadores da fé", e instituíram a “burocracia religiosa”.
A partir daí, a humanidade se viu envolvida em componentes até então desconhecidos, tais como: requerimentos, taxas e emolumentos, guias de recolhimento de óbolos, dízimos, boletos compulsórios por milagres recebidos, e assim por diante. Também foram instituídas preces, promessas, novenas, procissões, oferendas e até sacrifícios de animais ou mesmo de pessoas. Sem contar a autoflagelação, adotada por alguns segmentos religiosos, que consiste em açoitar o próprio corpo, magoá-lo com objetos cortantes ou pontiagudos até sangrar. Fazer longas caminhadas, geralmente de pés descalços, às vezes carregando cruzes ou outras cargas simbólicas, também se tornou usual. E, desta forma, acabamos por perder o contato direto com o Eu-Deus e passamos a fazer o jogo dos ditos "representantes" Dele. Perdemos a linha direta.
Desse momento em diante deixamos de lado nossa força, a nossa "centelha divina individual", e nos submetemos ao sistema sugerido ou melhor, imposto pelos burocratas, e deixamos de exercer nosso legítimo direito de agir em causa própria, conforme nos fora delegado por Deus, desde o início.
Resultado: Deus foi colocado por todos num lugar inatingível, quase ausente. Tão distante que se faz necessário invocá-Lo (acioná-Lo de fora para dentro) todos os dias, ou pelo menos uma vez por semana em lugares especiais, geralmente suntuosos e luxuosos, determinados pelos burocratas. Deixamos de evocá-Lo, isto é, buscá-Lo dentro de nós, para chamá-Lo "de longe".
Até os líderes espirituais demonstram não possuir a "centelha divina", pois, quando adoecem, correm aos hospitais especializados mais sofisticados e mais caros. Estão ficando cada vez mais fortes e mais ricos, não em graças e virtudes, mas em bens materiais e rendas profanas. Aliás, um procedimento mal-visto pelo nosso Criador, que assim nos ensinou uma vez:
"Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele". ( HYPERLINK "https://www.bibliaonline.com.br/acf/1tm/6/7+" 1 Timóteo 6:7)
“Tão-somente temei ao SENHOR, e servi-O fielmente com todo o vosso coração; porque vede quão grandiosas coisas vos fez.” ( HYPERLINK "http://www.bibliaonline.com.br/acf/1sm/12/24+" 1 Samuel 12:24)
“Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo.” ( HYPERLINK "http://www.bibliaonline.com.br/acf/1jo/4/4+" 1 João 4:4)
(*) Hélio Cervelin – Acadêmico de Letras – Português, Florianópolis, SC, 2011.
IPÊ AMARELO (Áurea Ávila Wolff, 5/10/2023, Três Riachos)
Autora: Áurea Wolff
Menina tão pequenina
Te conheci e te amei
Cores da natureza
Poesia em ti encontrei
Sentada na tua sombra
Sobre o tapete amarelo
Toda enfeitada de flores
Que espetáculo tão belo!
Muito tempo se passou
Outras terras, outras flores
Muitos caminhos e trilhas
Azuis, vermelhos, mil cores
Tantas voltas pelo mundo
Dirigidas as passadas
Fazem o andante voltar
A pisar nas mesmas pegadas
Com a neve nos cabelos
E a bengala na mão
Contemplo novamente
A beleza deste chão
Galhos com barba de velho
Enfeitados de belas flores
Pássaros fazem suas casas
E vivem seus grandes amores
O tapete continua
a cobrir todo este chão
És mais velho do que eu
Que te ama com paixão
Flor amarela no cabelo
Fotografando ao meu lado
O filho honra a lembrança
A história do nosso passado
Estamos juntos novamente
Gratidão a Deus a cada dia
Ao mundo, o belo que temos
Cores, beleza, amor, poesia.
terça-feira, 3 de outubro de 2023
OLHOS PEQUENINOS (para Cláudia) Hélio Cervelin (06 Fev 2021)
Autor: Hélio Cervelin
O seu belo sorriso é para nós uma constante
Encanta-me o brilho dos seus olhos pequeninos
Herança de amor de seus ancestrais asiáticos
Que os doaram a você com muito amor e carinho
Olhos que nada deixam escapar ao seu redor
Sempre muito atentos a tudo o que possam ver
Para poder agir e tornar este mundo melhor
Mais uma chance de extravasar o seu bem-querer
Sua simpatia nos contagia, espontaneamente
Você é incapaz de fazer prejulgamentos
Dando a todos a liberdade de ser autêntico
Sempre receptiva aos nossos sentimentos
Pessoas como você doam o perfume da paz
Ambientes suavizam-se à sua suave chegada
É muito bom sentir sua paz, sua empatia
Você é alguém que ameniza nossa estrada
Quero estar sempre receptivo ao seu amor
Seus pequenos olhos e seu sorriso contemplar
E ter o amparo e a força da mão amiga
Fontes que enchem de ternura o meu caminhar.
quinta-feira, 21 de setembro de 2023
sábado, 9 de setembro de 2023
DO AMOR ETERNO (Do Céu e do Inferno) Hélio Cervelin, (08 set 2023)
Autor: Hélio Cervelin
No amor, no meu amor, no nosso amor há dor
Pode ser uma dor contida, uma dor bem dolorida, uma dor bem nutrida
Abraçada ou consentida
Uma dor bandida, concebida e conseguida às custas da dor do amor.
Dor que dura, dor que tem cura, dor de loucura, loucura de dissabor
Dor abstrata, dor que desidrata, dor que maltrata, maus tratos do amor.
Pensei que fosse fácil encontrar um amor de singelo valor
Um amor carinhoso, um amor dengoso, fogoso, gostoso,
Mas está difícil, está muito raro, custando muito caro
Me deixa confuso, sem uso, sem fuso, obtuso, entrando em parafuso
Quero encontrar alguém que eu possa amar como ninguém
Dar carinho, beijar bem e proteger também
Onde está o meu amor? Onde encontro o teu calor?
Em que esquina você se esconde? Por que não me responde?
Eu preciso alguém pra amar, então quero te encontrar
Vem, meu amor, vem pro lado de cá, e dar fim às minhas lágrimas
Do meu suor te darei a vida, a beleza da casa florida, o amor que vai valer a pena
Pro nosso filho chegar, então vamos nos amar
E nosso jardim florescer
E juntos vamos ficar até a madrugada da vida
E quando o nosso fim chegar
Então passaremos para o lado de lá
E a tudo vamos recomeçar