domingo, 30 de novembro de 2025

ACREDITO EM ANJOS








ANJO DA GUARDA: TEMOS?

 Ao pesquisar o nome do meu anjo da guarda, respondo sim, pois, segundo o texto pesquisado, "todos temos um Anjo Guardião"; 

E, claro, eu acredito.

O meu se chama Anauel, da linha dos Arcanjos. 

Anauel quer dizer: Deus de infinita bondade, talvez por isso olho o ser humano com bondade e compaixão. Tenho esse sentimento aflorado em meu peito. 

Este anjo imprime características como a originalidade, sabedoria, benevolência, flexibilidade, inteligência privilegiada, sutileza e perspicácia. 

Gênio oposto: insensatez e extravagância. Planeta correspondente:  Mercúrio; hora: 20h40 às 20h59; 


Salmo 02. Numero da sorte: 9; dia da semana: sexta-feira. 

Um pouco do meu anjo protetor. 

(a) Lucila Monica Fontana

POETA DE UM MUNDO NOVO [Hélio Cervelin, (30 nov 2025)]

 



 






Autor: Hélio Cervelin


Quisera ser um inspirado poeta 

E escrever lindas frases de amor

Ao mesmo tempo, insensível

E não me abalar com tanto horror

Admirar todas as flores

e sentir o seu perfume

Conviver com as pessoas

e não ouvir nenhum queixume

Admirar a natureza

e inundar-me de amor

 

Ser uma abelha laboriosa

e construir um mundo melhor

E as lições de humanidade

sabê-las todas de cor

Ter a alma de criança

e viver em harmonia

Estar pleno de esperança

e vislumbrar um novo dia

 

Ser agente da mudança

e estar aberto ao novo

Abandonar conceitos arcaicos

e evoluir a todo instante

Ser humilde no aprendizado

e jamais ser arrogante

Construir um homem novo

Alegre, feliz, triunfante.

 

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

AMOR E SERENIDADE Hélio Cervelin (19 nov.25)

 


 








Autor: Hélio Cervelin


Meu amor,

Você me surpreendeu ao surgir na minha frente

Sua serenidade tomou conta do meu ser

Com o seu semblante suave e seu lindo sorriso

Agora só penso em te amar e bem viver

 

Sua beleza me fez reagir depressa

A alegria voltou a habitar meu coração

Chega de chorar, chega de lamentar

Minha energia só existe para te amar com devoção

 

Tudo farei para te fazer feliz de novo

Trazer de volta seu sorriso de criança

Encher nossos caminhos de flores coloridas

E enfeitar nossas vidas de esperança

 

Pássaros voam nos céus, alegremente

As borboletas pousam as flores amarelas

Joaninhas coloridas fazem festa no lugar

Eu nunca vi tantas flores assim tão belas

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

NOSSO AMOR VAI MORRER (Hélio Cervelin (05 nov 25))

 



)

 





Autor: Hélio Cervelin


O que faço com você?

Sinceramente, não sei

Te descarto, jogo fora

dizendo que nunca te amei?

 

Há dias em que pareces me amar

com ternura e paixão desenfreada

Há outros em que me desprezas,

reduzindo o meu valor a quase nada

 

Não sei mais o que pensar de você, o que fazer

Do amor que por mim dizes sentir

No entanto está mais do que evidente

Que esse amor não irá subsistir

 

Você briga, se aborrece e eu também

Por coisas tão fúteis, tão normais e tão banais

E a cada briga nosso amor esmorece

E a cada dia morre um pouquinho mais

 

E nossos planos se transformam em desenganos

Os dias se acumulam e os anos vão passando

Envelhecemos os dois porque o tempo se põe a correr

Nos perdemos em enganos

e deixamos o nosso amor morrer

 

terça-feira, 21 de outubro de 2025

O DIA EM QUE TUDO ACONTECEU Hélio Cervelin (*) (20 Out 25)

  

 



 






Autor: Hélio Cervelin

Frederico dormiu preocupado em sua residência no centro de Florianópolis: teria que acordar antes das 7 horas da manhã para comparecer a uma clínica fonoaudiológica, no bairro Campeche, distante 15 quilômetros dali.

Conseguiu levantar-se  da cama na hora certa, sonolento, tomou um banho, se arrumou, preparou e tomou seu café com ovos cozidos e pão, e partiu para o compromisso, dirigindo o próprio carro, na direção do aeroporto, o Floripa Airport. Já estivera inúmeras vezes nessa clínica, e nunca esteve tão atrasado como hoje. Logo ele, que se diz “mais pontual que um britânico”.

Preocupado em não se atrasar, afundou o pé no acelerador. No trajeto foi “fechado” por um motorista apressado e, a seguir, quase foi abalroado por um motoboy voador. Contudo, teve o tempo cravado de 28 minutos para vencer os 25 quilômetros e chegar lá faltando dois minutos para as 9 horas. Justo o momento em que desligou o carro no estacionamento da clínica, feliz com o seu desempenho de pontual. Mas, nesse momento lhe ocorreu algo que o estarreceu: a constatação de que todo o esforço fora inútil, uma vez que estava antecipado no horário em “apenas” sete horas, pois nesse dia,  uma segunda-feira, o seu horário de fono era às 16 horas. Precisou de alguns instantes para processar a informação sobre a realidade nua e crua.

 Passado o estupor e, diante da mancada fenomenal, só lhe restou tomar o rumo de volta, pegar a estrada, superar os obstáculos e ir para casa e esperar. Sentindo-se um otário, e sabendo que havia Fisioterapia a ser feita às 11 horas, no Bairro Santa Mônica. Perto das 11h (mais perto do normal, mas hoje o dia estava sendo atípico) já estava na clínica fisioterápica para realizar exercícios com bike e outros mais cansativos.

Ao meio-dia, ainda passaria em quatro lojas de eletrônicos, buscando uma pequena pilha de um controle remoto, sendo que só encontrou atendimento depois de passar na primeira loja fechada e um bilhete “retorno  às 13h”; a segunda, duas quadras adiante, com o letreiro: FECHADO; a terceira, depois de mais duas quadras, com um bilhete: “Não atenderemos mais esta semana”; e a última, aberta, finalmente!

Agora ir para casa, almoçar e dar um tempo até às 15 horas para sair em direção ao Campeche, para a fatídica fonoaudiologia. Mas, desta vez, no horário correto. Ou não?

Então, outra situação “inesperada” aconteceu: A ex-namorada ligou para tirar satisfações de desancá-lo e culpá-lo pela separação dos dois. Após saraivada de xingamentos, ficou o convite para se encontrarem, mais tarde,  para um “café com roupa suja”. Chamado também de D.R. (discussão da relação).

Repetindo o caminho do aeroporto, retornou à clínica do Campeche, a tempo de esperar dez minutos pelo atendimento da fonoaudióloga.

Mas, eis que outro fato surgiu: o que será, meu Deus?!

Havia esquecido que marcara uma consulta com a Gerontóloga, na mesma clínica, às ... l5h30!  Espanto e   perplexidade! Perdera o horário de uma consulta QUADRIMESTRAL. Haveria chance de remanejar?  E outra coisa grave: não levara um exame sequer dos solicitados pela profissional. Ficaram em casa!! Que dia! Que dia!

Após algumas negociações, Frederico fez fono na hora certa (16h) e faria a outra consulta, a seguir. Antes de descer, o sujeito atrapalhado, guardou seu celular na mochila que levara e, e estava convencido de que o bendito aparelho estava na mochila. Vasculhou todos os departamentos e quem disse que encontrava o tal celular? Precisou esvaziar a mochila duas vezes, para enfim localizar o danado. Chegou a pensar em bruxaria.

Finalmente, fez a consulta com a geriatra. Conseguiu convencer a médica a realizar a consulta, e que sua filha lhe mandasse alguns laudos pelo smartphone. Prometeu trazer os exames na próxima semana, para serem vistos e anotados no seu prontuário.

Antes de viajar de volta para casa, foi ao banheiro e ...(tcham, tcham, tcham, tcham!) descobriu a causa daqueles transtornos todos havidos nesse dia fatídico: havia vestido as cuecas pelo lado avesso!

E a D.R.? Foi trágica também. Mas isso pode ser matéria para outro texto.

 

(*) Hélio Cervelin é cronista, escritor e poeta. Colabora com o sítio Notibras (BSB) e coordena o grupo Náufragos Literários Floripa (https://aufragosliterarios.blogspot.com)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

TEMPO FORA DO TEMPO (Hélio Cervelin, 25set25)









Autor: Hélio Cervelin


Ter motivos pra ser feliz

Ter motivos pra sonhar

Motivos temos que ter

Bons motivos para amar


Sorrir para ser feliz

Sorrir por saber de cor

Sorrir sem torcer o nariz

Sorrir para ser melhor


Rir das próprias topadas

Rir das próprias piadas

Rir até gargalhar

Rir das coisas singelas

Rir das coisas não belas 

Rir para não chorar


A vida é um mistério

Tem muito de magistério

Momentos de necrotério

Mas ninguém quer se entregar


A vida pode ser bela

Ao olhar pela janela

E ver na beleza singela

Motivo pra se animar


A vida tem base no tempo

O tempo é um momento 

Que vale a pena ou não

Mas a vida vale a pena

Se a alma não for pequena

E for grande o coração


Somos todos tão iguais

Semelhantes por demais

Por isso não acuse jamais

Nem negue o seu perdão


Você, que olha de cima

Porque tudo corre bem

Mas basta um pequeno deslize

E você surgirá na marquise

Implorando compreensão


Agora ou no futuro

A ternura, o Sim e o Não

E empatia e o perdão 

Fazem bem ao coração