quarta-feira, 25 de setembro de 2019

A BALANÇA DA PAZ ( Hans Christian Wiedemann)

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Hans Christian Wiedemann

A Paz é uma Balança
Refletindo a dualidade
De toda a existência
Representando opostos
Sendo na verdade complementos.

Paz é consciência
Do Ser sereno
Capaz de entender
As dificuldades parciais
Encontrando pontos em comum.

A Paz é um exercício
Que devemos praticar
Todos os instantes
Começando conosco
Reconhecendo nossas fraquezas.

Trabalhar nossos Egos
E dos nossos grupos
É o nosso desafio
Para encontrarmos o Meio
De desbloquearmos nossa Luz.

A Paz começa em Nós
Procurando ajudar
Distribuindo Luz
Iluminando a escuridão
Criando consciência.

Tolerância e Paciência
Completam o entendimento da caridade
Criando uma Trilogia
Que se auto alimenta
Alcançando a Paz.

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AMIGO, VERDADE E LUZ (Hélio Cervelin (25set2019)



Autor: Hélio Cervelin

Amigo vem marcado pelo Alto
Seja do morro ou do asfalto
Com a bênção do Criador
Pra ser um bom companheiro
Nobre irmão e conselheiro
Que nos compreende e aceita
E também sente nossa dor

Amigo é como um irmão
Que nos ampara todos os dias
Nas tristezas ou alegrias
Nos dando o devido valor.
Amigo passa em qualquer teste
Mesmo que não se manifeste
Até o seu silêncio é confortador

Amigo é pra semana inteira
Para um mês, um ano, uma vida
Amigo é pessoa querida
Que escancara qualquer porta

Amigo fala a verdade
Com respeito e liberdade
Sem medo de magoar
Amigo dispensa a mesura
Sabe que essa vida é dura
E  a franqueza deve imperar

Amigo está sempre do lado
Faça você o certo ou o errado
Amigo sabe perdoar
Confia que tudo se altere
Que a amizade prospere
Pra  ver tudo melhorar

Amigos trazem sabedoria
Verdades nuas, santa rudeza
Ternura e alegrias
Taças a transbordar

segunda-feira, 16 de setembro de 2019

HUMANO DESENCANTO (Hélio Cervelin, 16set2019)



Autor: Hélio Cervelin

Estudei tanto, orei tanto
Feito santo
E no entanto
Prostrado aqui no meu canto
Desejo a morte do inimigo
E me espanto

Muito busquei a leveza
Teimosamente cultuei a beleza
Dedicado, me esforcei na sutileza
E em tudo ansiei pelo nexo
Mas, agora, desolado e abatido
Sinto chegar a tristeza
Estou perplexo!

Assombrado pelo desencanto
Tento conter o meu  pranto
Busco  por um acalanto
E em desespero
Espero

Sempre bondoso e afável
Com muita firmeza e fé
Confiei, sim, na alma humana

Mas agora a vejo insaciável
Tristemente deplorável
Totalmente execrável
E insana!

Mundo estranho este nosso
Em que tento fazer  o que  posso
Até rezar um Pai-Nosso
Sincero
Pra conviver dignamente

Não peço nada de mais
Apenas que imitemos os animais
E que tratemos os demais
Como gente
Intensa e amorosamente



sábado, 14 de setembro de 2019

QUEM SEREMOS NO FUTURO? (Eliana Haesbaert)



Autora: Eliana Haesbaert

Para tentar responder a essa incógnita é preciso generalizar e, ao mesmo tempo, limitar a amostragem.
Na atual Humanidade, não podemos misturar na mesma vala a civilização ocidental urbana e, por exemplo, os aborígenes australianos, os negros africanos e os índios sobreviventes das Américas.
Vamos nos limitar ao futuro da Humanidade ocidental urbana de classe média.
A civilização européia durante quase dois séculos colonizou e explorou povos novos ou menos afortunados e sugou o que foi possível desses territórios e dominou perversamente seus habitantes.
Dominadores e dominados hoje libertos, sobreviventes de cataclismos e guerras ferozes em busca do poder, atualmente chamada de civilização humanóide analógicas está em plena extinção.
No final do século XX com o advento da tecnologia digital que apareceu há uns trinta ou quarenta anos até hoje, aconteceu, desenvolveu-se aprimorou-se e se propagou de forma desenfreada e incontrolável e hoje domina a Humanidade deste planeta globalizado.
O ser humano, nos seus sentidos físicos e emocionais conhecidos até então, desumanizou-se.
Acabou o olho no olho e a conversação franca e frontal.
Essa nova civilização que já está aí, em plena nova formação, vive através da uma telinha e está perdendo o contato com a realidade que até então nos foi permitida.
Transformou-se numa civilização de zumbis virtuais.
Ao invés de usufruir o real à sua volta, vê tudo através da telinha. Precisa reaprender o equilíbrio
Acredito que passado um tempo, que nem me atrevo a medir com nossas tradicionais e precárias limitações, essa doença obsessiva há de passar e prevalecer a equidade.
Nós, aqui presentes, não mais estaremos aqui, teremos virado cinzas ou os vermes já terão comido nossas entranhas confinadas na terra, esse hábito imundo, atrasado e bizarro que também, felizmente, se encontra em extinção.
Eu, particularmente, procurei e estou conseguindo viver fora – o mais possível de me tornar uma zumbi virtual que tem ânsias de fotografar tudo e qualquer coisa e a si mesmos (as ridículas selfies), pessoas que ao invés de usufruir o que está à sua volta, no mundo que conhecemos como “real”, preferem vê-la reproduzida na tela, além de se exporem demais.
Eu prefiro me manter analógica, sentindo respeito e humildade por me ter sido concedida esta morada cósmica, olhando as flores e as árvores, cheirando o perfume das flores, sentindo o prazer tátil do aveludado da grama, ouvindo o cantar dos pássaros e sentindo o frescor da água na minha garganta sedenta.
E ao sentir tudo isso, eu me curvo diante da natureza que me trouxe do infinito e ao eterno há de me levar.

O que seremos – como civilização futura?
Energia cósmica?
Inteligências voláteis eternamente em aperfeiçoamento?
Seres ainda mais biônicos convivendo com a internet das coisas, tendo a nuvem como arquivo geral e a inteligência artificial?

Não sabemos...

Esse é o mistério que nos motiva e impulsiona neste viver.

*****


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

INCENDIÁRIO (Hélio Cervelin, 07set2019)




Autor: Hélio Cervelin

Sinceramente
Não sei se ainda estou vivo
Ou se estou apenas na mente
Insistente
Divergente
Decadente
Penitente

Sinceramente
Não sei mais o que fazer
Minh'alma desprotegida
Sujeita às maldades humanas
Profanas, Insanas
Num simulacro de vida

Sinceramente
Preciso mudar essa história
Libertar-me dessa escória
E alcançar um triunfo que conforta
Um triunfo, mesmo que temporário
De argumento temerário ou arbitrário
Até mesmo incendiário
Quem se importa?

Sinceramente
Esperava ter um mundo melhor
Com mais amenos dissabores
Acentos agudos nos valores
E suaves no egoísmo

Sinceramente
Preciso melhorar a retórica
Usando uma arma simbólica
Carregada de bravura
E heroísmo

Sinceramente
Preciso entoar uma canção
Do fundo do coração
Que aplaque minhas dores

Uma canção multicor
De um coração sonhador
Pleno de muitos amores


sábado, 7 de setembro de 2019

DOCE MENTIRA (Hélio Cervelin, B. Aires, 08/01/2010)



 

Autor: Hélio Cervelin

Mente pra mim, mente
Me diz que sou o gostoso
Diz que sou maravilhoso
Me chama de meu amor

Mente pra mim, mente
Diz que é bom estar comigo
Que sou mais que seu amigo
Que quer continuar assim

Mente pra mim, mente
Diz que sou o melhor na cama
Que quando está só você me chama
Que só tem pensado em mim

Mente pra mim, mente
Diz que sou o teu galã
Que sou tua razão de viver
Que você é minha fã

Mente pra mim, mente
Agora que estamos na cama
Inventa que você me ama
E que morreria por mim

Mente pra mim, mente...




sexta-feira, 6 de setembro de 2019

NOSSA LUZ SUPERIOR (Hans Christian Wiedemann)



 Autor: Hans Christian Wiedemann

Nascemos com nossa Luz
Precisando educa-la
Reacendendo o pavio
Que quase deixamos apagar
Desenvolvendo nossa crença.

Nossa Luz é eterna
Iluminando nosso caminho
Dando-lhe o Poder
Acreditando nele
Percebendo a Intuição.

Nossa Luz é intensa
Podendo-a perceber
De formas diferentes
Tomando como exemplo
Nossa forma de escrever.

Podemos praticar esporte
Ensinando a outros
Desenvolvendo profissões
Se doando como Ser
Ajudando outras Vidas.

Assim cumprimos nossa missão
Criando felicidade
Mostradas nas alegrias
Percebida nos rostos
Dos Irmãos gratos.

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